Redação Exame
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 10h25.
Última atualização em 4 de janeiro de 2026 às 14h10.
O governo da Colômbia convocou uma reunião de chanceleres da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) para discutir uma posição conjunta frente ao ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A informação foi confirmada neste domingo, 4, por Angie Rodríguez, diretora do Departamento Administrativo da Presidência da Colômbia (Dapre), em entrevista coletiva realizada em Cúcuta, cidade colombiana na fronteira com a Venezuela.
Mais cedo, o Brasil indicou que a reunião ministerial da CELAC poderia ocorrer por videoconferência às 14h (horário de Brasília), mas a confirmação ainda depende da presidência colombiana da entidade, que não forneceu mais detalhes.
“Recordemos que o presidente da República (Gustavo Petro) é o presidente pro tempore da CELAC”, afirmou Rodríguez, ao explicar a articulação colombiana para liderar a resposta regional diante da ofensiva americana.
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que seu país realizou “com sucesso um ataque em larga escala” na Venezuela, culminando na captura de Maduro e Cilia Flores, que foram retirados do território venezuelano.
Horas depois, Maduro desembarcou algemado em Nova York, transportado por um avião militar modelo Boeing 757, sob forte esquema de segurança.
Além da CELAC, a Colômbia também busca levar o tema às instâncias multilaterais. Como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, o país propôs a convocação de uma reunião para segunda-feira.
A iniciativa recebeu apoio de Rússia e China, membros permanentes do órgão. A presidência rotativa do Conselho neste mês, exercida pela Somália, aprovou a convocação.
Rodríguez informou ainda que foi solicitada uma “reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos)”, conforme anunciado horas antes pelo presidente Gustavo Petro em publicação na rede social X (antigo Twitter).
A mobilização diplomática da Colômbia ocorre em meio à escalada de tensão política na região após a intervenção militar norte-americana em território venezuelano.
Com Agência EFE.