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Cientistas chineses dizem que nova "E. coli" é resistente a 8 antibióticos

Foram encontrados genes que fazem a bactéria mais forte

Inicialmente, a causa da doença foi atribuída a pepinos contaminados, mas, após testes, a hipótese foi descartada  (Michal Zacharzewski/Stock Xchng)

Inicialmente, a causa da doença foi atribuída a pepinos contaminados, mas, após testes, a hipótese foi descartada (Michal Zacharzewski/Stock Xchng)

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Da Redação

Publicado em 5 de junho de 2011 às 07h47.

Pequim - A variante da bactéria "E. coli" que já matou 18 pessoas na Alemanha e uma na Suécia é resistente a pelo menos oito tipos de antibióticos, segundo um comunicado publicado neste sábado pelo Instituto Genético de Pequim.

Cientistas chineses que colaboraram com os alemães na identificação do genoma do novo variante da "E. coli" afirmaram no comunicado que foram encontrados genes que o fazem resistente a cinco novos tipos de antibióticos, junto aos três que haviam sido anunciados ontem: penicilina, cefalosporina e a estreptomicina.

Segundo a pesquisa, realizada em colaboração com a Clínica Universitária Eppendorf de Hamburgo e cujos dados são preliminares, esta cepa é um "mosaico" com genes de diferentes variedades e é geneticamente diferente da que causou uma anterior epidemia nos Estados Unidos.

Esta cepa de "E. coli" causa a síndrome hemolítico-urêmica (SUH) e pode ser transmitida entre pessoas através de fezes ou por via oral, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por enquanto, 13 países informaram de casos de afetados pela SUH e a perigosa variante da bactéria intestinal: Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Suíça.

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