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Cidade na Ucrânia foi quase destruída, dizem pró-russos

"metade dos edifícios foi destruída ou danificada, não há luz, nem água potável", disse um porta-voz das milícias pró-Rússia


	Insurgentes pró-Rússia em Lugansk: forças governamentais "continuam a ofensiva"
 (John MacDougall/AFP)

Insurgentes pró-Rússia em Lugansk: forças governamentais "continuam a ofensiva" (John MacDougall/AFP)

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Da Redação

Publicado em 21 de agosto de 2014 às 09h56.

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Moscou - Lugansk foi quase destruída pelos combates e dois terços de sua população, de mais de 400 mil habitantes antes da explosão do conflito, abandonaram essa cidade no leste da Ucrânia, informou nesta quinta-feira o comando das milícias separatistas pró-russas.

"Da cidade praticamente não sobrou nada: metade dos edifícios foi destruída ou danificada, não há luz, nem água potável", disse à agência russa "Interfax" um porta-voz do Estado-Maior das milícias pró-Rússia que combatem as tropas ucranianas pelo controle de Lugansk.

Segundo as autoridades ucranianas, desde terça-feira nas ruas do centro de Lugansk acontecem violentos enfrentamentos.

"Em Lugansk não ficou mais de um terço de sua população", disse o porta-voz pró-Rússia.

A cidade, capital da região ucraniana homônima, é o segundo reduto forte mais importante das milícias separatistas, e sua queda sob o controle das tropas ucranianas significaria uma grande, se não decisiva, derrota para os separatistas.

O comando das tropas ucranianas que participam das operações contra as milícias pró-russas informou hoje em sua página no Facebook que as forças governamentais "continuam a ofensiva, e o inimigo sofre grandes baixas".

Segundo o boletim militar, nas últimas horas a artilharia e a aviação destruíram cinco blindados, incluídos dois carros de combate, e duas plataformas de lançamento mísseis de bocas múltiplos de GRAD dos pró-Rússia.

O comando ucraniano admitiu, no entanto, que as milícias atacam as localidades de Novosvetlovka e Jriashevatoye, ao sudeste de Lugansk, a poucas dezenas de quilômetros da fronteira com a Rússia.

Ontem os rebeldes abateram um avião de ataque ucraniano Su-25, mas o piloto conseguiu se ejetar do aparelho, e ainda não foi encontrado. 

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