Acompanhe:

A China enviou nesta sexta-feira (7), pelo segundo dia consecutivo, navios e aeronaves militares às proximidades de Taiwan, informaram as autoridades da ilha, depois que a presidente da ilha provocou a indignação de Pequim após uma reunião com o presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

Três navios de guerra navegaram em águas próximas a esta ilha de governo autônomo, ao mesmo tempo que um avião de combate e um helicóptero antissubmarinos entraram na zona de identificação de defesa aérea, informou o ministério taiwanês da Defesa.

Na quinta-feira, Taiwan detectou três navios e um helicóptero perto de seu território.

Além disso, na quarta-feira, o porta-aviões chinês Shandong passou pelo sudeste da ilha, horas antes do encontro entre a presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, e o presidente da Câmara americana, Kevin McCarthy, em Los Angeles.

A presidente retornou nesta sexta-feira a Taiwan, depois de visitar Guatemala e Belize, dois dos 13 países que mantêm relações com Taipé.

"Mostramos à comunidade internacional que Taiwan está mais unido no momento de enfrentar a pressão e as ameaças", declarou Tsai à imprensa. "Não vamos parar de interagir com o mundo, apesar dos obstáculos", insistiu.

Pequim fez um alerta contra o encontro de Tsai com McCarthy, o segundo nome na linha de sucessão presidencial americana, e na quinta-feira anunciou que adotaria "medidas firmes e eficazes para salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial".

A China considera esta ilha de governo autônomo e democrático parte de seu território e afirma que pretende recuperar seu controle, inclusive pela força se considerar necessário.

O gigante asiático insistiu nesta sexta-feira que a ilha continua sendo uma "parte inseparável da China".

"O futuro de Taiwan depende da reunificação com a pátria mãe", disse a porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.

Nos últimos anos, Pequim tentou isolar a ilha do cenário internacional e expressa grande irritação quando as autoridades taiwanesas mantêm contatos com representantes de outros países.

Em agosto do ano passado, a visita a Taipé de Nancy Pelosi, antecessora de McCarthy como presidente da Câmara, resultou em manobras militares sem precedentes do exército chinês ao redor da ilha.

Em Pingtan, a ilha chinesa mais próxima de Taiwan, jornalistas da AFP observaram nesta sexta-feira a presença de um navio militar e de três helicópteros no Estreito.

Não ficou imediatamente claro se os movimentos eram uma intensificação das patrulhas habituais de Pequim na área.

A China também impôs sanções contra a embaixadora de fato de Taipé nos Estados Unidos, Hsiao Bi-khim, um instituto conservador americano e a biblioteca presidencial Ronald Reagan, que recebeu o encontro entre Tsai e McCarthy.

Taiwan criticou as sanções e acusou Pequim de tentar "eliminar ainda mais o espaço internacional de nosso país".

Créditos

Últimas Notícias

Ver mais
Terremoto em Taiwan pode afetar produção de chips e displays de TV
Tecnologia

Terremoto em Taiwan pode afetar produção de chips e displays de TV

Há um dia

Equipes de resgate buscam pessoas presas em túneis após terremoto em Taiwan
Mundo

Equipes de resgate buscam pessoas presas em túneis após terremoto em Taiwan

Há 2 dias

Terremoto em Taiwan: como arranha-céu de 508 metros resistiu aos tremores com sistema antissísmico
Mundo

Terremoto em Taiwan: como arranha-céu de 508 metros resistiu aos tremores com sistema antissísmico

Há 2 dias

Por que Taiwan está tão exposta a terremotos e tão bem preparada para resistir a eles?
Mundo

Por que Taiwan está tão exposta a terremotos e tão bem preparada para resistir a eles?

Há 2 dias

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais