Britânicos vão às urnas para eleger governos autônomos nesta quinta

Além de escolher a composições parlamentares, ingleses votaram um plebiscito sobre um novo sistema de votação no país

Londres - Os cidadãos do Reino Unido elegem nesta quinta-feira a nova composição dos Parlamentos autônomos de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, além de participarem de eleições municipais parciais na Inglaterra e de um plebiscito sobre o novo sistema de votação para todo o país.

Trata-se do chamado Voto Alternativo, que substituiria o tradicional de maioria simples e que permitiria aos eleitores votarem em vários candidatos por ordem de preferência.

Segundo este sistema, os candidatos são votados por ordem de preferência e, se nenhum obtiver mais de 50% dos votos no primeiro turno, o que receber menos é eliminado e são repartidas as segundas preferências dos eleitores, até que reste apenas um candidato com a maioria dos sufrágios.

O plebiscito sobre o novo sistema de votação, considerado mais representativo que o atual, foi a condição imposta pelos liberais-democratas para integrarem um Governo de coalizão com os conservadores do primeiro-ministro David Cameron.

Este último partido realizou uma forte campanha contra o Voto Alternativo, enquanto os trabalhistas estão divididos: enquanto seu líder, Ed Cameron, o defendeu abertamente, outros pesos pesados do partido se uniram para atacá-lo.

As últimas pesquisas indicam que o Voto Alternativo será rejeitado - segundo o jornal "The Guardian", 68% dos eleitores votarão no "não" -, o que seria um grande golpe para o líder liberal-democrata, Nick Clegg.

Os liberais-democratas, desgastados por sua associação aos conservadores e por não terem cumprido muitas de suas promessas pré-eleitorais, poderiam sofrer fortes perdas nas eleições municipais e nas autônomas.

Segundo as últimas pesquisas, o partido de Nick Clegg pode perder mais de 300 cadeiras nas eleições municipais inglesas.

Na Irlanda do Norte, o Partido Democrático Unionista do ministro principal (cargo equivalente ao de primeiro-ministro), Peter Robinson, e o nacionalista Sinn Féin, antigo braço político do já inativo IRA, que atualmente governam em coalizão, medirão forças mais uma vez e tudo indica que não haverá mudanças importantes.

Na Escócia, o Partido Nacional Escocês (SNP), do ministro principal Alex Salmond, que vem moderando seu discurso independentista, é considerado favorito e pode aumentar sua vantagem sobre os trabalhistas.

No País de Gales, por outro lado, os trabalhistas, que até agora governam com os nacionalistas de Plaid Cymru, podem ser beneficiados por suas críticas aos cortes públicos impostos pelo Governo central de conservadores e liberais-democratas. Com isso, podem aumentar seu número de cadeiras no Parlamento autônomo e conseguir sua primeira maioria absoluta.

Os colégios eleitorais, que abriram às 3h de Brasília em todo o país, fecharão às 18h, mas os primeiros resultados oficiais serão divulgados apenas na sexta-feira.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também