Mundo

Austrália teme uma guerra nuclear se Israel atacar Irã, segundo Wikileaks

Serviços de inteligência da Austrália temiam que Israel preparasse ataque para acabar com as polêmicas instalações atômicas do Irã

Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano: Israel poderia atacar seu programa nuclear (Spencer Platt/Getty Images)

Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano: Israel poderia atacar seu programa nuclear (Spencer Platt/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de dezembro de 2010 às 05h07.

Priorizar nos meus resultados Google

Sydney - Os serviços de inteligência da Austrália temem que Israel esteja preparando um ataque para acabar com as instalações atômicas do Irã que possa levar a uma guerra nuclear, segundo documentos vazados nesta segunda-feira pelo WikiLeaks.

A Austrália transmitiu essa preocupação aos Estados Unidos e ressaltou que não queria se ver arrastada ao conflito, de acordo com telegramas diplomáticos americanos publicados com exclusividade pelo jornal australiano "Sydney Morning Herald".

Canberra também vê as ambições nucleares de Teerã como uma estratégia para dissuadir as ameaças do estrangeiro e não acredita que a República Islâmica seja um "estado fracassado".

O WikiLeaks já revelou que vários países árabes, entre eles a Arábia Saudita, pediram aos EUA para destruir o programa atômico do Irã antes que o regime dos aiatolás conseguisse a bomba.

Os EUA, de acordo os mesmos vazamentos, opina que Teerã já obteve mísseis norte-coreanos avançados que lhe permitiriam atacar capitais europeias e desenvolve projéteis de maior alcance.

Washington também crê que Israel seria capaz de realizar um ataque unilateral para destruir as usinas nucleares, mas não contempla que o vá fazer em um futuro próximo.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaGuerrasIsraelIrã - PaísWikiLeaks

Mais de Mundo

Após alerta dos EUA, Austrália também fecha embaixada em Brasília nesta sexta

Trump ameaça atacar Irã se país estiver ligado a ataque em voo para Israel

Por que a Embaixada dos EUA suspendeu serviços consulares no Brasil?

A 3 dias do 1º turno, Trump diz acompanhar 'bem de perto' eleições brasileiras