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Ataque em Dia da Independência afegã deixa mortos e feridos

Os talibãs tinham avisado que se opunham ao evento, já que o Afeganistão não tinha motivos para celebrar a independência ao estar nas mãos dos britânicos


	Dia da Independência: a maioria dos feridos se encontra fora de perigo
 (Mohammad Ismail/Reuters)

Dia da Independência: a maioria dos feridos se encontra fora de perigo (Mohammad Ismail/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 18 de agosto de 2016 às 09h45.

Cabul - Pelo menos duas pessoas morreram e 50 ficaram feridas, em sua maioria civis, em um ataque talibã com morteiros nesta quinta-feira contra um ato em uma cidade do leste do Afeganistão quando era lembrado o Dia da Independência do país.

O fato ocorreu por volta das 10h30 local (3h, em Brasília), quando os talibãs lançaram desde uma colina três rodadas de morteiro contra o evento em Asadabad, capital da província de Kunar, disse à Agência Efe o porta-voz do governador regional, Abdul Gani Mosamem.

O porta-voz indicou que todas as vítimas foram civis, salvo um policial que ficou ferido.

Mosamem especificou, além disso, que a maioria dos feridos se encontra fora de perigo.

O Exército se desdobrou na zona para evitar futuros ataques desse tipo, concluiu o porta-voz.

O Afeganistão celebra hoje com diferentes atos seu Dia da Independência, que lembra a expulsão dos britânicos de seu território no século XIX pelas mãos do rei afegão Amanullah Khan Ghazi.

Antes do ataque, os talibãs tinham avisado que se opunham a esse tipo de evento, já que o Afeganistão não tinha motivos para celebrar o Dia da Independência ao estar ainda imerso em uma ocupação pelas mãos dos britânicos e, sobretudo, americanos.

A invasão dos Estados Unidos em 2001 supôs a derrocada do regime talibã.

O presidente americano, Barack Obama, anunciou no começo do mês passado que os EUA manterá 8,4 mil de seus atuais 9,8 mil militares no Afeganistão, frente aos 5,5 mil previstos inicialmente a partir de janeiro de 2017, quando ele deixa o poder.

A Otan, que acabou formalmente sua missão militar o 1º de janeiro de 2015, também manterá para 2017 o atual contingente de 12 mil soldados que se encontra no país em tarefas de formação, assessoria e assistência às forças afegãs. 

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