Mundo

Acionistas da Cesp decidem não renovar concessões de usinas

Enquanto o Ibovespa subia 1,06 por cento às 15h54, papeis da estatal avançavam 4,87 por cento


	Hidrelétrica Ilha Solteira, a maior da Cesp: indenização pela usina chegou a 1,74 bilhão de reais
 (Divulgação/Cesp)

Hidrelétrica Ilha Solteira, a maior da Cesp: indenização pela usina chegou a 1,74 bilhão de reais (Divulgação/Cesp)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de dezembro de 2012 às 16h15.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - Os acionistas da estatal paulista de geração de energia Cesp decidiram pela não renovação das concessões das hidrelétricas da empresa nos moldes propostos pelo governo federal, em assembleia realizada nesta segunda-feira, seguindo recomendação do Conselho de Administração.

As ações da empresa subiam 4,87 por cento, às 15h54, a 18,30 reais, após a decisão dos acionistas, contra variação positiva de 1,06 por cento do Ibovespa.

Até agora, a Cesp representa o maior revés para o plano do governo federal para reduzir a conta de luz, na média, em 20 por cento em 2013, pela renovação antecipada e condicionada de concessões elétricas e pela diminuição ou fim de encargos setoriais.

A União elevou, no fim da semana passada, a indenização proposta às companhias elétricas para renovação antecipada de concessões por investimentos não depreciados.

No caso da usina Três Irmãos, da Cesp, o valor subiu de quase 1 bilhão para 1,74 bilhão de reais. Para Ilha Solteira, que não teve a indenização revisada, o ressarcimento apresentado foi de cerca de 20 milhões de reais --contra os 4 bilhões de reais necessários pelas contas do governo paulista.


Cerca de dois terços da capacidade instalada de geração de energia da Cesp são de ativos cujas concessões venceriam em 2015. Parte da energia das usinas atingidas pela renovação já está vendida para o mercado livre até o término da concessão.

O governo de São Paulo chegou a considerar a privatização da Cesp no passado, mas a resolução sobre a renovação das concessões era apontada por analistas como essencial para que a venda da companhia pudesse voltar a ser considerada.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEstatais brasileirasEnergia elétricaEmpresas estataisServiçosCESPConcessionárias

Mais de Mundo

Trump diz que vantagem de Flávio foi ‘impressionante’, mas que 2º turno será ‘muito disputado’

EUA retomam atendimento na embaixada e nos consulados no Brasil

Milei e Netanyahu parabenizam Flávio; Trump destaca rapidez da apuração no Brasil

Eleições 2026: para a imprensa estrangeira, Brasil mede força de Trump na América Latina