Economia

Vendas de imóveis novos em SP crescem 10% em agosto

Segundo a Secovi-SP, vendas somaram 1.860 unidades em agosto ante julho


	Imóveis na região do Jardins, São Paulo
 (Germano Lüders/EXAME)

Imóveis na região do Jardins, São Paulo (Germano Lüders/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 15 de outubro de 2012 às 07h47.

São Paulo - As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somaram 1.860 unidades em agosto, crescimento de 10,1 por cento em relação a julho, informou nesta segunda-feira o sindicato da habitação na capital paulista, Secovi-SP.

A entidade não divulgou dados comparativos com o mesmo período em 2011.

Em termos de valores, as vendas atingiram 978,8 milhões de reais, 14,9 por cento maiores sobre o mês anterior.

O segmento de dois dormitórios respondeu pela maior parcela das vendas (58,3 por cento), seguido pelos imóveis com três dormitórios (23,8 por cento).

Já a velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 9,9 por cento em agosto, abaixo dos 13,3 por cento um ano antes.

No ano, as vendas na capital paulista acumularam queda de 6,6 por cento até agosto, em 15.530 unidades, contrariando a estimativa da entidade, de fechar o ano com alta de 10 por cento nas vendas. Em valores, enquanto isso, o volume soma 7,9 bilhões de reais, redução de 5,2 por cento.

"No ano, nota-se que o mercado de imóveis novos residenciais sofreu os efeitos do desaquecimento da economia brasileira", afirmou o Secovi em nota.

Em termos de lançamentos, foi apurada alta de 19,6 por cento em agosto sobre julho, para 2.078 unidades, enquanto nos oito meses até agosto houve retração de 38,3 por cento, a 12.677 imóveis.

A previsão da entidade é de que os lançamentos em 2012 sejam 21 por cento inferiores ao resultado do ano passado.

"O comportamento do mercado de imóveis novos na capital paulista passa por desaceleração", afirmou o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci, citando ajuste da oferta, redução do volume de aprovação de projetos pela Prefeitura e a crise internacional que refletiu no país.

Ele ponderou, contudo, que as medidas de incentivo adotadas pelo governo --como redução da taxa de juros-- contribuíram para "melhorar a competitividade, aumentar a produtividade e incentivar os investimentos em infraestrutura nos próximos anos."

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