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Leilão da Justiça Federal tem imóveis com até 50% de desconto

São casas, apartamentos, galpões, prédios, terrenos, lotes, comerciais e rurais; os produtos são oriundos de diversas ações judiciais

 (artisteer/Getty Images)

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Karla Mamona

Karla Mamona

Publicado em 7 de julho de 2021 às 17h03.

Última atualização em 4 de agosto de 2021 às 17h01.

A Justiça Federal irá realizar um leilão com cerca de 80 imóveis na próxima semana, dia 14 de julho. A segunda praça do leilão ocorrerá no dia 21 de julho. São casas, apartamentos, terrenos, galpões, prédios, lotes, terrenos comerciais e rurais.

Os produtos são oriundos de diversas ações judiciais como: criminais, execuções fiscais, cíveis, conselhos e Sistema Financeiro de Habitação. 

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Os imóveis leiloados estão localizados nas cidades de São Paulo, Araçoiaba da Serra, Bauru, Campo Limpo Paulista, Descalvado, Guarulhos, Hortolândia, Jundiaí, Lins, Marília, Mogi das Cruzes, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul,  e também em Ponta Porã (MS).  

Entre os destaques está um imóvel na cidade de Rio Claro (SP) com valor inicial de 410.000 reais, no primeiro leilão. Já no segundo leilão, o valor cai para 205.000 reais. Em São André, será leiloada uma casa por 270.000 reais no primeiro leilão ou 135.000 reais, no segundo leilão. É possível conferir a lista completa dos itens a ser leiloados no site da leiloeira Fidalgo.

Cuidados ao comprar um imóvel

Apesar dos descontos serem atrativos, antes de comprar um imóvel em um leilão é necessário tomar alguns cuidados. O primeiro é optar por imóveis que estejam desocupados, já que muitas vezes a saída do morador da casa arrematada pode ser discutida na Justiça, mesmo o comprador tendo em mãos uma carta de arrematação que permite solicitar a desocupação. Para ir à Justiça, o comprador do imóvel precisará contratar um advogado e precisar de uma dose de paciência, já que a data de desocupação pode demorar mais do que o esperado. 

Outra dica importante é pesquisar se o imóvel tem outras dívidas, como IPTU e taxas que deixaram de ser pagas pelo antigo morador. Os pagamentos desses débitos serão de responsabilidade do comprador. Vale lembrar que a compra de um imóvel implica arcar com o pagamento de outras despesas, como a taxa de registro em cartório, o imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI). 

É fundamental também avaliar a forma de pagamento do imóvel determinada no edital do leilão. Muitos leilões não permitem, por exemplo, a utilização do FGTS no pagamento do imóvel arrematado. Também é necessário pagar ao leiloeiro uma comissão adicional de 5% do valor do lance no ato da arrematação. Por outro lado, muitas vezes é possível obter descontos de até 10% se o pagamento for feito à vista. Em geral, é necessário arcar com um sinal correspondente a 30% do valor do imóvel e o saldo devedor pode ser dividido em diversas parcelas. Alguns leilões permitem o financiamento da dívida, mas é necessário contratar o empréstimo com antecedência.

Por fim, verifique no edital a descrição das condições de venda, o estado de conservação, a forma de pagamento, o preço mínimo, a comissão do leiloeiro, os impostos e o modelo de contrato que será assinado pelas partes.

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