Mercado Imobiliário

Aluguéis crescem acima da inflação e rentabilidade favorece imóveis compactos

Em junho, apartamentos de 1 dormitório lideram preço e retorno, enquanto unidades maiores apresentam valorização moderada nos últimos 12 meses

O Índice FipeZAP de Locação Residencial, referente a junho de 2026, registrou avanço de 0,81% em relação a maio (NurPhoto/Getty Images)

O Índice FipeZAP de Locação Residencial, referente a junho de 2026, registrou avanço de 0,81% em relação a maio (NurPhoto/Getty Images)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 14 de julho de 2026 às 05h00.

Os preços de aluguel de apartamentos prontos nas principais cidades brasileiras continuam acima da inflação. O Índice FipeZAP de Locação Residencial, referente a junho de 2026, registrou avanço de 0,81% em relação a maio, superando tanto o IPCA (+0,16%) quanto o IGP-M (-0,50%).

O índice é desenvolvido pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX), baseado em anúncios veiculados na internet em 36 cidades brasileiras. No primeiro semestre, a valorização acumulada do aluguel atingiu 5,24%, enquanto nos últimos 12 meses a alta média foi de 9%.

O preço médio de locação residencial no país foi de R$ 53,79 por metro quadrado. Entre as capitais, os aluguéis mais altos foram registrados em São Paulo (R$ 64,98/m²), Recife (R$ 64,06/m²) e Belém (R$ 63,03/m²), enquanto Campo Grande (R$ 31,22/m²), Teresina (R$ 31,89/m²) e Aracaju (R$ 37,13/m²) aparecem como as mais acessíveis.

Das 22 capitais monitoradas, 16 registraram alta nos preços em junho, com destaque para Natal (+2,94%) e Teresina (+2,93%), enquanto seis apresentaram queda, sendo Maceió (-1,59%) a mais significativa.

Valorização do dormitório único

A valorização também varia conforme o número de dormitórios. No mês de junho, a maior alta foi registrada pelas unidades de dois dormitórios, com alta de 1,22%. Enquanto isso, imóveis de um dormitório tiveram um avanço de 0,51% no mesmo período. No acumulado de 2026, os apartamentos de dois dormitórios também lideraram o aumento, com alta de 6,00%, enquanto os de um dormitório acumularam 4,89%.

Já nos últimos 12 meses, o destaque de valorização foi para os imóveis de três dormitórios, com alta de 9,90%. Nesse período de um ano, as unidades de um dormitório valorizaram 8,20%.

Os apartamentos de um dormitório se destacam por serem os mais caros, com preço médio de R$ 71,60 por metro quadrado, e por oferecerem o maior retorno imediato aos investidores, com rentabilidade anualizada de 6,77%.  Os apartamentos de dois dormitórios têm preço médio por metro quadrado de R$ 50,43 e a rentabilidade anual estimada é de 6,44%.

Apesar de registrarem o menor preço médio entre as tipologias, de R$ 46,27 por metro quadrado, os apartamentos de três dormitórios foram os que mais se valorizaram no acumulado de 12 meses, com alta de 9,90%. Em junho, o avanço foi de 0,88%, e a rentabilidade anual estimada alcança 5,57%.

Já os apartamentos de quatro ou mais dormitórios apresentaram desempenho mais discreto, sendo o único segmento com queda de preço em junho, de 0,30%, e valorização acumulada de 6,50% nos últimos 12 meses, a menor entre todas as tipologias. O preço médio do metro quadrado é de R$ 47,79, e a rentabilidade anual é de 4,85%.

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