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Responsáveis por INSS e auxílio, servidores da Dataprev entram em greve

A paralisação por tempo indeterminado já se iniciou no Distrito Federal, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e começa em São Paulo nesta sexta-feira, 12

 (Dataprev/Divulgação)

(Dataprev/Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 9 de março de 2021 às 18h09.

Última atualização em 9 de março de 2021 às 19h58.

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Funcionários da Dataprev, responsável pelo processamento de pagamentos como os de benefícios do INSS e do auxílio emergencial, entraram em greve em alguns Estados após falta de acordo na negociação coletiva com a empresa pública, vinculada ao Ministério da Economia. A paralisação por tempo indeterminado já se iniciou no Distrito Federal, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e começa em São Paulo nesta sexta-feira, 12, segundo o movimento.

A Federação Interestadual dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (FEITTINF) reivindica a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2020, que, segundo a entidade, vinha sendo renovado a cada 30 dias sem índice de reajuste salarial e ainda está pendente.

Os funcionários da Dataprev também citam como entrave nas tratativas que o novo plano de saúde contratado pela empresa não estende direitos específicos para empregados ativos, aposentados pensionistas e familiares que estavam garantidos em cláusulas do acordo coletivo de 2020.

Além disso, os trabalhadores relatam que, na última sexta-feira, 5, a diretoria da Dataprev enviou ofício à entidade sindical propondo que as negociações fossem retomadas sob mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A categoria informa ter recusado a medida e respondido que aguarda uma proposta concreta para que as tratativas se deem diretamente entre as partes.

"Desde o ano passado, temos denunciado o desmonte da estrutura da Dataprev com demissões em massa e o fechamento de unidades pelo Brasil", afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto.

"Mesmo assim, os trabalhadores da Dataprev estiveram na linha de frente durante a pandemia, e se não fosse o trabalho desses profissionais teria sido impossível pagar o auxílio emergencial para quase 70 milhões de brasileiros no ano passado", acrescenta o líder sindical, que é presidente municipal do PDT em São Paulo (SP).

Neto diz ainda que os trabalhadores não vão aceitar "a precarização que querem impor para depois privatizarem" a Dataprev, que ele classifica como patrimônio nacional.

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