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Pedido de correção do Plano Collor II vai até janeiro

Erro na alteração do índice que balizava o rendimento da poupança prejudicou a remuneração de investidores

A ex-ministra Zélia Cardoso de Mello anuncia o fracassado Plano Collor, em 1991 (Antonio Millena/Veja/VEJA)

A ex-ministra Zélia Cardoso de Mello anuncia o fracassado Plano Collor, em 1991 (Antonio Millena/Veja/VEJA)

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Da Redação

Publicado em 25 de outubro de 2010 às 10h02.

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São Paulo - Os brasileiros que tinham investimento na caderneta de poupança em janeiro e fevereiro de 1991 - Plano Collor II - têm até o fim de janeiro de 2011 para pleitear na Justiça a correção do rendimento da aplicação. Segundo institutos de defesa do consumidor, na época, houve erro na alteração do índice que balizava o rendimento da poupança, prejudicando a remuneração dos investidores.</p>

O prazo para questionar na Justiça as perdas dos planos Bresser, Verão e Collor I já expirou, segundo decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em agosto. Ainda de acordo com o STJ, para as cadernetas do Plano Collor II não há mais tempo para ajuizar ações coletivas, mas individuais. 

Tatiana Viola de Queiroz, advogada que atua no departamento jurídico da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor ProTeste, afirma que, apesar de o prazo legal para entrar com recurso sobre o Plano Collor II ser até o dia 31 de janeiro, quanto antes o poupador for à Justiça melhor. “Quanto mais perto do prazo, mais fila o poupador irá enfrentar para dar entrada no processo”, afirma.

Segundo ela, o interessado deve comparecer ao Juizado Especial Cível (para aqueles que mantinham investimento em banco privado) ou no Juizado Especial Federal (para quem tinha investimento em banco estatal). “Pode ser com ou sem advogado, como ele preferir”, completa.

Maria Elisa Novais, gerente jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), lembra que o poupador também deve levar o RG, o CPF, além dos extratos da caderneta dos meses de janeiro e fevereiro de 1991 para ajuizar a ação. Os extratos devem ser entregues pelo banco que administrava a poupança na época do Plano Collor II. Não há previsão de tempo para os poupadores terem um retorno legal sobre as ações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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