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Cupons de desconto caem no gosto do brasileiro e Cuponeria cresce 20% na crise

No mercado há 11 anos, Cuponeria é hoje uma das principais companhias do setor, e emite mais de 1 milhão de cupons de desconto por mês

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Thiago Brandão e Nara Iachan, fundadores da Cuponeria, investiram R$ 20 mil para começar um negócio que hoje atende 8 milhões de usuários (Cuponeria/Divulgação)

Thiago Brandão e Nara Iachan, fundadores da Cuponeria, investiram R$ 20 mil para começar um negócio que hoje atende 8 milhões de usuários (Cuponeria/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 14 de dezembro de 2022 às, 07h30.

Em tempos de crises econômicas, com os preços em alta e os orçamentos familiares mais apertados, os cupons de desconto tornam-se mais populares. Mas, se antes eles apareciam nas páginas de revistas e jornais para serem recortados e apresentados nos caixas, hoje são códigos para checkout em lojas online ou apps.

O que é a Cuponeria?

Nesse mercado desde 2011, a Cuponeria, um dos maiores sites de cupons do país, viu sua receita aumentar 20% em 2022 até novembro, na comparação com 2021. Nara Ianchan, uma das fundadoras e CMO da empresa, conta que os cupons se tornaram um hábito do brasileiro na busca por economia nos últimos anos, principalmente nas compras online.

“Os cupons decolaram, por exemplo, durante a Grande Depressão [maior crise financeira dos Estados Unidos, em 1929], quando as famílias procuravam maneiras de economizar”, explica Nara Iachan, fundadora e CMO da Cuponeria. “Essa mesma tendência pode ser observada em outros períodos de recessão, como 2008, quando houve um salto de mais de 20% no uso de cupons”, conta ela que credita à crise o crescimento nos últimos anos.

Sem revelar a receita, Iachan diz que a empresa cresceu 64% em faturamento em 2021 e projeta encerrar 2022 com um crescimento de cerca de 30%. Ao emitir 1 milhão de cupons por mês, com mais de 2 mil marcas parceiras, a empresa diz gerar aproximadamente R$ 5 milhões em economia para seus quase 8 milhões de usuários. “Só em 2022 já geramos mais de R$ 50 milhões em economia”, afirma a empreendedora. 

Quais são os cupons de desconto mais buscados?

Atualmente, os cupons mais procurados são do segmento de moda, fast-food e eletrônicos, mas a empresa atua com um leque amplo de segmentos, em três frentes: varejo, em parcerias com O Boticário, Riachuelo, Marisa, Netshoes e outras; indústria, com Danone, Unilever, P&G; e grandes bancos e bandeiras de cartão de crédito, como Bradesco, Elo, BV, Banco Bari e Ticket.

Dinheiro do estágio foi investido na empresa

Quando criaram a empresa, em 2011, Iachan, Thiago Brandão e Lionardo Nogueira, usavam o dinheiro que recebiam em seus estágios para investir na empresa. O começo do negócio exigiu um aporte próprio de R$ 20 mil. 

Com o passar do tempo, aportes externos vieram, como do Google e do Bradesco, totalizando mais de R$ 10 milhões.

“Eu morei na Argentina durante a adolescência e lá usava cupons em compras do dia-a-dia”, conta Iachan. “Quando voltei, percebi que no Brasil não se usava cupom e diziam que era porque brasileiro não gostava. Contei a ideia para meus sócios e resolvemos testar. Foi aí que percebemos que na verdade o brasileiro não usava cupom porque não havia oferta.”

No início os sócios batiam na porta de bares e lojinhas de Copacabana, no Rio de Janeiro, para vender a ideia. “Os estabelecimentos pagariam R$ 200 por mês para anunciar promoções, em um site gratuito para usuários”, conta. A aposta deu certo e assim nasceu, em 2011, a Cuponeria.

Hoje, além de oferecer cupons para os maiores varejistas do país, a empresa opera clubes de benefícios de bancos e seguradoras.

Empreendedor precisa de resiliência

Ao longo de uma década, a Cuponeria enfrentou desafios, e Iachan diz que a perenidade da empresa se dá ao fato de os sócios serem muito abertos a mudanças. 

Na pandemia, ela conta, muitos dos principais parceiros da empresa estavam fechados, já que na época a Cuponeria era praticamente uma plataforma de cupons para o mundo físico. 

Os sócios passaram a investir nos produtos de invoice da empresa - escaneamento de nota fiscal para o resgate de prêmios - e de clubes de benefícios. “Hoje somos referência em ambos os produtos, que já são nossas principais fontes de receitas”, diz. “A gente costuma repetir o provérbio chinês que diz ‘o vento não quebra um galho que se curva’. O time é bastante resiliente.”

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