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Vendas voltam a desabar e Tesla perde mercado para BYD e Volks na Europa

Montadora teve queda em oito dos 10 maiores mercados de elétricos; entregas do Model Y reestilizado começam em junho

Tesla: previsões indicam vendas de 1.640.752 veículos em 2025 (Jeremy Moeller/Getty Images)

Tesla: previsões indicam vendas de 1.640.752 veículos em 2025 (Jeremy Moeller/Getty Images)

Publicado em 6 de maio de 2025 às 09h38.

A Tesla registrou forte queda nas vendas em abril nos principais mercados de carros elétricos da Europa, mesmo após o lançamento da versão atualizada do Model Y.

Em meio ao avanço da concorrência europeia e chinesa, o momento é desafiador para a montadora comandada pelo bilionário Elon Musk.

No Reino Unido, a empresa vendeu apenas 512 veículos no mês, uma queda de 62% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Motores (SMMT). O número representa o pior desempenho da Tesla no país em mais de dois anos.

Na Alemanha, o tombo foi de 46% no comparativo anual, com apenas 885 unidades emplacadas — a quarta queda mensal consecutiva em 2025. No acumulado do ano, as vendas no país já caíram mais de 60%, segundo o órgão de trânsito KBA.

A queda foi ainda mais forte na Dinamarca, Holanda e Suécia, onde as vendas despencaram mais de 60% em cada país.

Os dados contrastam com a tendência do mercado. As vendas de veículos 100% elétricos cresceram 53,5% na Alemanha e 8,1% no Reino Unido em abril. Já as vendas totais de automóveis caíram nos dois países.
Com o fraco desempenho, a participação de mercado da Tesla no segmento de elétricos no Reino Unido caiu de 12,5% para 9,3% em um ano, segundo a consultoria New AutoMotive.

Enquanto isso, marcas como Volkswagen e BYD registraram altas expressivas no mês: as vendas da montadora alemã avançaram 194% no Reino Unido, enquanto as da chinesa saltaram 311%.

A Tesla espera reverter o cenário com o lançamento da nova versão do Model Y.

Segundo os sites da empresa na Alemanha e no Reino Unido, as entregas do novo modelo devem começar em junho, mas levará alguns meses até que esteja claro se o modelo será capaz de recuperar a clientela perdida.

O fraco desempenho acontece em meio a protestos contra Elon Musk na Europa e nos Estados Unidos, impulsionados por sua proximidade com o presidente americano Donald Trump. Após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, Musk afirmou que pretende reduzir o tempo dedicado a Trump e se concentrar mais na gestão da companhia.

As ações da Tesla chegaram a cair 1,9% no pré-mercado nesta terça-feira, 6. Desde a máxima histórica registrada em dezembro, os papéis acumulam queda de 42%, de acordo com Bloomberg.

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