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Queda recente dos papéis da Dufry abre oportunidade, diz Planner

Analista destaca os bons fundamentos da empresa e a queda das units no acumulado do ano

Preço-alvo para units da Dufry foi estabelecido em 235 reais até o final de 2011 (Divulgação)

Preço-alvo para units da Dufry foi estabelecido em 235 reais até o final de 2011 (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de julho de 2012 às 14h22.

São Paulo – A corretora Planner reiniciou a cobertura das units da Dufry (DAGB11) com recomendação de compra, estabelecendo um preço-alvo de 235 reais para o final de 2011, o que representa um potencial de valorização de 20,5%, segundo relatório assinado pelo analista Francisco Ferrazzi Kop.

Ele destaca a boa exposição da companhia em mercados emergentes, a força do modelo de negócios com “barreiras de entrada interessantes” e a pouca força de produtos substitutos, além da recuperação das principais margens e índices de rentabilidade no ano de 2010.

“A força do portfólio atual da companhia, que possui prazos longos de vencimento, e a habilidade da empresa de manter bons relacionamentos com autoridades aeroportuárias” também são fatores positivos para a Dufry, acrescentou o analista.

A corretora sinaliza que o momento é oportuno para a compra de DAGB11, já que as units da companhia acumulam queda de 11,21% em 2011, ante o recuo de 2,49% do Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro. Isso abre uma “boa oportunidade de investimento a nosso ver para os papéis da Dufry”, recomenda Kop.

“Continuamos com uma visão positiva dos fundamentos da empresa, e acreditamos que a mesma irá divulgar amanhã (24) um resultado forte para o quarto trimestre de 2010. Portanto, julgamos este ser um momento interessante para posicionamento nas units da companhia.”

Apesar do cenário otimista para a Dufry, o analista alerta para alguns ricos, principalmente o de uma desaceleração geral na economia mundial. Além disso, segundo ele, o modelo de concessões sofre um risco regulatório considerável e pode de certa forma ser um entrave no crescimento futuro da empresa, especialmente caso investimentos não sejam feitos em novas áreas aeroportuárias.

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