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O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a estatal seguirá na estratégia de compra de créditos de carbono no mercado voluntário, assim como nos esforços para dar legitimidade a esses títulos verdes gerados no Brasil. Ele fez as afirmações em vídeo gravado durante a COP28, em Dubai.

"No segundo semestre de 2023, nós já fizemos a nossa primeira compra e vamos continuar. Estamos também estruturando parcerias para investir diretamente em projetos de solução baseadas na natureza, apoiando o desenvolvimento de metodologias de consulta e mensuração (de emissões) para que o Brasil possa ter créditos de alta integridade e credibilidade", disse Prates.

No início de setembro, a empresa anunciou a compra de créditos equivalentes a 175 mil toneladas de gases de efeito estufa (GEE) gerados pelo Projeto Envira Amazônia, sediado no município de Feijó, no Acre. O montante dispensado pela estatal não foi revelado por se tratar de informação sensível à estratégia da empresa. A operação corresponde à preservação de uma área de 570 hectares da Floresta Amazônica, além de ações em prol de comunidades da região.

O presidente da Petrobras também disse que a intenção é ter projetos para atuar estruturalmente nos "arcos do desmatamento dos biomas e na recuperação de biomas prioritários". O desmatamento é hoje a principal origem de mais da metade das emissões de carbono do País.

Nesse sentido, ele prometeu apoiar projetos para destravar a geração de créditos de carbono em outros biomas, para além do amazônico, tais quais manguezais e Caatinga.

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