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Petrobras salta mais de 6% em Nova York com disparada do petróleo

Alta no pré-mercado antecipa possível reação forte na B3 após escalada de conflitos no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã

Petrobras: ADR sobe com alta do petróleo e conflitos no Oriente Médio. (CFOTO/Future Publishing/Getty Images)

Petrobras: ADR sobe com alta do petróleo e conflitos no Oriente Médio. (CFOTO/Future Publishing/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 2 de março de 2026 às 08h53.

O ADR da Petrobras (PBR), recibo que representa ações e permite que investidores comprem o papel em dólar nas bolsas americanas, avançava mais de 6,4% nas negociações pré-mercado na Bolsa de Nova York (Nyse) na madrugada desta segunda-feira, 2, refletindo a disparada do petróleo e o Oriente Médio.

Com a escalada das tensões entre Estados Unidos (EUA), Israel e Irã, o medo de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica de escoamento global do óleo na região, ficou maior. Qualquer bloqueio ou restrição à navegação na região pode reduzir a oferta global e pressionar os preços.

Os prêmios de risco já começaram a ser incorporados.

O Brent, benchmark global, subiu cerca de 9% e voltou a se aproximar da faixa dos US$ 80 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, estava em ritmo semelhante, operando na casa dos US$ 72.

A Petrobras tende, assim, a se beneficiar de preços mais altos da commodity. Isso porque a valorização do barril melhora as perspectivas de receita, geração de caixa e rentabilidade da companhia, especialmente considerando que boa parte de sua produção é destinada ao mercado externo.

Além disso, a política de remuneração aos acionistas da estatal está atrelada à geração de caixa. Se o preço do petróleo ficar mais alto por um período prolongado, aumentam as expectativas de dividendos robustos, fator que costuma atrair investidores estrangeiros para o papel.

O desempenho do ADR também funciona como um termômetro para a abertura da B3, e, como a Petrobras está entre as empresas de maior peso no Ibovespa, uma desempenho em forte alta pode influenciar diretamente o desempenho do índice hoje no Brasil.

Em cenários de choque de oferta, como o risco atual envolvendo o fluxo pelo Oriente Médio, companhias como a Petrobras costumam ser vistas, ainda, como proteção dentro da renda variável, o que ajuda a explicar o fluxo comprador no exterior antes da abertura do mercado regular.

Analistas ouvidos pela CNBC alertam que um bloqueio prolongado nesse fluxo, escoado por Ormuz, poderia levar o barril aos três dígitos. Até o momento, qualquer desfecho permanece incerto, mas o mercado segue incorporando um prêmio de risco geopolítico aos preços da commodity.

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