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PANORAMA1-Outubro começa positivo com China

SÃO PAULO, 1o de outubro (Reuters) - Dados sobre atividade manufatureira da China proporcionavam um viés positivo nos mercados internacionais nesta sexta-feira, amenizando preocupações de uma nova desaceleração no crescimento econômico global. O índice manufatureiro oficial da China subiu para 53,8 em setembro, acima do esperado, o que na visão de alguns analistas sugere uma […]

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Da Redação

Publicado em 1 de outubro de 2010 às 04h56.

SÃO PAULO, 1o de outubro (Reuters) - Dados sobre atividade
manufatureira da China proporcionavam um viés positivo nos
mercados internacionais nesta sexta-feira, amenizando
preocupações de uma nova desaceleração no crescimento econômico
global.

O índice manufatureiro oficial da China subiu para 53,8 em
setembro, acima do esperado, o que na visão de alguns analistas
sugere uma boa perspectiva para a produção industrial daquele
país, com temores de um desaquecimento substancial se provando
infundados [ID:nN01165566].

Mesmo na Europa, embora o índice PMI sobre o setor fabril
tenha confirmado um crescimento em ritmo menor em setembro,
essa expansão foi ligeiramente superior ao calculado
inicialmente [ID:nN01171316], o que corroborava o tom benigno e
expectativa favorável a dado similar previsto para sair nos
Estados Unidos nesta manhã.

A pauta norte-americana, aliás, inclui uma bateria de
indicadores, com destaque ainda para dados de confiança,
consumo e renda dos consumidores e gasto com construção.

Pela manhã, o índice MSCI para ações globais avançava 0,37 por cento, enquanto o para ações emergentes
aumentava 0,55 por cento.

Na Europa, o FTSEurofirst 300 subia 0,54 por
cento, com investidores também repercutindo notícia sobre
operação entre a espanhola Repsol e o grupo chinês Sinopec
[ID:nN01254532].

Os futuros em Wall Street sinalizavam uma abertura no azul,
com o contrato do S&P 500 em alta de 5,70 pontos.

No mercado asiático, o Nikkei fechou o primeiro
pregão de outubro com elevação de 0,37 por cento. O índice da
bolsa de Xangai subiu 1,72 por cento.

O clima de maior apetite a risco beneficiava outras moedas
em detrimento do dólar, que ainda segue afetado pela
expectativa de uma nova rodada da chamada política de
"quantitative easing" e recuava 0,63 por cento ante uma cesta
com as principais divisas globais .

O euro valorizava-se 0,85 por cento, a 1,3747 dólar. Ante o
iene, o dólar recuava 0,36 por cento, a 83,22 ienes. Nesse
cenário, petróleo aumentava 1,24 por cento, a 80,96 dólares o
barril, nas operações eletrônicas em Nova York.

No Brasil, a pauta também destaca o desempenho da produção
industrial, mas de agosto, com prognóstico de manutenção de
ritmo moderado de crescimento, mostrando no terceiro trimestre
uma recuperação, mas em patamar mais condizente com a
capacidade da economia do que no começo do ano, segundo
pesquisa da Reuters [ID:nN01210204].

Para ver a agenda do dia, clique [ID:nN011678911]

Veja como terminaram os principais mercados na quinta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 1,692 real, em queda de 0,76 por cento em
relação ao fechamento anterior. A moeda acumulou baixa de 3,7
por cento em setembro.

BOVESPA

O Ibovespa subiu 0,29 por cento, a 69.429 pontos. O volume
financeiro na bolsa foi de 7,8 bilhões de reais. Em setembro, o
índice avançou 6,6 por cento.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros ganhou 1,71 por
cento, a 35.039 pontos.

JUROS

O DI janeiro de 2012 apontava 11,50 por cento ao ano no call
das 16h, ante 11,49 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3634 dólar, ante
1,3628 dólar no fechamento anterior nas operações
norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40,
recuava para 138,438 por cento do valor de face, oferecendo
rendimento de 2,550 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 34pontos, a 203 pontos-básicos. O EMBI+
cedia 3 pontos, a 276 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O Dow Jones recuou 0,44 por cento, para 10.788
pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,33 por
cento, para 2.368 pontos. O S&P 500 teve desvalorização
de 0,31 por cento, para 1.141 pontos. Em setembro, o Dow subiu
7,7 por cento, o S&P avançou 8,8 por cento e o Nasdaq ganhou 12
por cento.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento mais curto
subiu 2,11 dólares, ou 2,71 por cento, a 79,97 dólares por
barril. No mês, o primeiro contrato saltou 11,19 por cento.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos,
referência do mercado, tinha leve queda, oferecendo rendimento
de 2,5116 por cento ante 2,501 por cento no fechamento
anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no
terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Reportagem de Paula Arend Laier; Edição de Vanessa Stelzer)

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