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IPO da Shein em Londres pode chegar a 50 bilhões de libras

Empresa de ‘fast-fashion’ precisa passar pela aprovação das autoridades financeiras britânicas para abrir capital

Shein mostra como o e-commerce de empresas da China tem dominado o mundo (Monika Skolimowska/picture alliance /Getty Images)

Shein mostra como o e-commerce de empresas da China tem dominado o mundo (Monika Skolimowska/picture alliance /Getty Images)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 3 de junho de 2024 às 07h18.

A Shein está se preparando para submeter um prospecto à Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido para aprovação, antes de uma possível abertura de capital em Londres que pode valorizar a empresa em cerca de 50 bilhões de libras (R$ 333 bilhões), conforme relatado pela Sky News no domingo (2).

A submissão confidencial pode ocorrer já na próxima semana, segundo fontes citadas pelo relatório.

Avaliada em 66 bilhões de dólares (R$ 346 bilhões) em uma rodada de financiamento no ano passado, a Shein começou a interagir com as equipes financeiras e jurídicas baseadas em Londres no início deste ano para explorar uma listagem na Bolsa de Valores de Londres, de acordo com informações da Reuters.

A empresa de ‘fast-fashion’ acelerou os preparativos para sua listagem em Londres após enfrentar obstáculos regulatórios e resistência de legisladores norte-americanos em sua tentativa de abrir capital em Nova York.

No entanto, legisladores britânicos de alto escalão também estão questionando a adequação da Shein para uma listagem em Londres e pedem maior escrutínio sobre a empresa.

E-commerce chinês dominando o mundo

O domínio crescente do e-commerce chinês no mercado global é inegável, e a Shein é um exemplo destacado dessa tendência. Em 2023, a Shein alcançou um faturamento estimado em 30 bilhões de dólares (R$ 157 bilhões), representando um crescimento de 50% em relação ao ano anterior. A empresa conquistou uma base de clientes global graças à sua capacidade de oferecer moda rápida a preços competitivos e um modelo de produção ágil que permite uma rápida resposta às tendências de mercado.

Além da Shein, outras gigantes chinesas do e-commerce como Alibaba e JD.com também têm desempenhado um papel significativo no mercado internacional. Em 2023, o Alibaba registrou um faturamento de 109 bilhões de dólares (R$ 571 bilhões), enquanto o JD.com alcançou 114 bilhões de dólares (R$ 598 bilhões), consolidando a posição das empresas chinesas como líderes mundiais no setor.

Com estratégias de marketing agressivas e expansões internacionais, essas plataformas estão redefinindo a dinâmica do comércio eletrônico mundial. A ascensão da Shein e de outras empresas chinesas reflete o impacto significativo das empresas chinesas no cenário econômico global, demonstrando a crescente influência da China no comércio eletrônico internacional.

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