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Inflação na Alemanha, reação à Tesla, Assaí, debêntures da brMalls e o que mais move o mercado

Expectativas de alta de juros pressionam bolsas internacionais; rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA atingem novas máximas em mais de uma década

Fábrica de turbinas eólicas da Nordex em Rostock, na Alemanha: inflação ao produtor supera 45% no país (Tobias Schwarz/Reuters)

Fábrica de turbinas eólicas da Nordex em Rostock, na Alemanha: inflação ao produtor supera 45% no país (Tobias Schwarz/Reuters)

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Guilherme Guilherme

20 de outubro de 2022, 08h18

O mercado internacional iniciou esta quinta-feira, 20, em tom de cautela, com investidores aumentando as apostas de juros ainda mais altos nos Estados Unidos. O rendimento dos títulos do Tesouro americano, reflexo das expectativas para os juros do período, saltam nesta manhã. O rendimento do título com vencimento em dois anos supera 4,60%, indo à máxima desde 2007, enquanto o título com vencimento em 10 anos opera com rendimento superior a 4,15%, no maior patamar desde 2008.

Curvas de juros dos Estados Unidos precificam mais duas altas de 0,75 ponto percentual até o fim do ano, com o ciclo de aperto monetário se extendendo para 2023. O cenário mais provável precificado por investidores, segundo monitor do CME, é de que o juro do Federal Reserve chegue ao intervalo de 5% e 5,25% até o incício do próximo ano. Expectativas de juros mais altos levam em conta os níveis elevados da inflação americana, que surpreendeu para cima em sua última divulgação.

Nesta manhã, foi a vez da inflação ao produtor  da Alemanha assustar o mercado financeiro. O Índice de Preço ao Produtor, que já vinha na máxima histórica no país, não recuou como previsto para o mês de setembro, mantendo-se no patamar de 45,8% no acumulado de 12 meses. A alta mensal foi de 2,3% ante consenso de 1,3% de alta. A bolsa de Frankfurt opera em queda, com um dos piores desempenhos do mercado europeu desta quinta.

Nos Estados Unidos, índices futuros operam próximos da estabilidade neste início de dia, com destaque negativo para o Nasdaq. Além dos temores de juros e inflação, movem o mercado americano os últimos balanços do terceiro trimestre. Mas na última noite, o aguardado resultado da Tesla não saiu como o esperado.

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Desempenho dos indicadores às 7h40 (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,24%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,03%
  • Nasdaq futuro (Nova York): - 0,22%
  • DAX (Frankfurt): - 0,49%
  • CAC 40 (Paris): + 0,35%
  • FTSE 100 (Londres): + 0,10%
  • Stoxx 600 (Europa): - 0,55%
  • Hang Seng (Hong Kong): - 1,40%

Tesla recua após balanço

Ainda que o lucro da Tesla tenha ficado acima das projeções de mercado, em US$ 1,05 por ação, a receita ficou em US$ 21,45 bilhões, cerca de US$ 500 milhões abaixo do consenso. As ações da Tesla recuam cerca de 5% no pré-mercado desta manhã, com investidores reagindo ao balanço. Apesar da receita pouco abaixo das estimativas, a preocupação de analistas é quanto às perspectivas futuras da companhia, que passar por gargalos logísticos para a entrega de novos veículos e pelo aumento dos custos de produção.

Leia mais: Tesla: o que o mercado achou do resultado do 3º trimestre?

Assaí (ASAI3) abre temporada de balanços

A rede de hipermercados Assaí irá abrir a temporada de balanços do terceiro trimestre das empresas brasileiras após o encerramento do pregão desta quinta. A agenda de divulgações, porém, só deve ganhar força a partir da próxima semana, para quando são esperados os resultados de algumas das principais empresas da bolsa, como Vale (VALE3), Suzano (SUZB3) e Ambev (ABEV3).

Leia mais: Calendário de balanços do 3º trimestre de 2022: confira as datas

brMalls (BRML3) aprova emissão de R$ 900 milhões em debêntures

O Conselho de Administração da brMalls aprovou a emissão de R$ 900 milhões em debêntures  com prazo de cinco anos até o vencimento. A remuneração aprovada aos debenturistas é de 100% da taxa DI acrescida de um spread de 1,40% ao ano. Os termos aprovados pelo Conselho da brMalls ainda prevê o resgate antecipado da totalidade das debêntures a partir de 16 de novembro de 2024.

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