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Ibovespa cai em véspera de CMN e fecha no vermelho pelo terceiro pregão consecutivo

Investidores deram continuidade à realização de lucros após disparada das últimas semanas; dólar sobiu 1% e voltou a fechar acima de R$ 4,84

Painel da B3 (Germano Lüders/Exame)

Painel da B3 (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 28 de junho de 2023 às 09h54.

Última atualização em 28 de junho de 2023 às 17h34.

Ibovespa chegou a sua terceira queda consecutiva nesta quarta-feira, 28, com investidores estendendo o movimento de realização de lucros após a sequência de semanas positivas. O dólar, que tinha batido mínima do ano neste mês, teve seu quarto dia de valorização dos últimos cinco pregões.

"Temos visto um movimento de realização nesta semana, o que é natural ", disse Rodrigo Cabraitz, gestor da Principal Claritas. 

Além da ata do Copom divulgada ontem, que mostrou que a maioria do comitê já debate queda da Selic em agosto, investidores ainda esperam nesta semana pela reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que será realizada amanhã. O CMN é formado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e por dois ministros do governo, Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento. 

Segundo apuração da Exame, a tendência é de que o colegiado fixe um objetivo contínuo de 3% para todos os anos, sem prazo definido para atingi-lo. 

"O mercado vê a reuniao do CMN de forma cautelosa e tentando entender o que vai mudar. O mais esperado é alguma mudançano horizonte de relevância para o atingimento das metas, como é realizado por outros bancos centrais. Se essa for a única mudança, seria bem-vista pelo mercado. 

Ibovespa agora

  • IBOV: -0,72%, para 116.681 pontos

O tom de maior cautela também esteve presente lá fora, com mercado acompanhando a reunião de banqueiros centrais em Portugal. Na manhã de hoje, o presidente do Fed, banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, afirmou que o Fed não descarta novos aumentos sucessivos das taxas de juros, reforçando o entendimento de grande parte do mercado que mais remédios amargos devem vir na política monetária mundial.

Dados da economia norte-americana afastaram temores de recessão, mas a queda do lucro industrial da China pelo terceiro mês seguido e a indicação de que o governo Biden vai impor novas restrições a exportações para os chineses pesaram sobre o otimismo do mercado. A pressão sobre a economia chinesa está derrubando a ação da Vale (VALE3), que fechou entre as maiores baixas (veja mais abaixo).

Bolsas no exterior:

  • Dow Jones: -0,22%
  • S&P 500: -0,04%
  • Nasdaq: +0,27%

O cenário externo também impulsionou a cotação do dólar, que se valorizou mais de 1% contra o real nesta quarta. O dólar subiu contra quase todas as divisas do G10.

Dólar

  • Dólar: +1,02%, para R$ 4,848

    Maiores Altas

    Aéreas, educação e construtoras

    A ata do Copom e abertura para um corte de juros a partir de agosto está impulsionando papéis muito atrelados aos juros. Destaque entre as maiores altas, a ação da Azul sobiu 2% neste pregão, com investidores reagindo ao acordo com 86% de seus credores para prolongar o prazo de suas dívidas. O anúncio foi feito hoje.

    • Ydqus (YDUQ3): +4,63%
    • Embraer (EMBR3): +4,30%
    • Gol (GOLL4): +2,59%
    • MRV (MRVE3): +2,11%

    Petrobras

    A Petrobras anunciou a celebração de dois novos contratos com a Companhia de Gás de Santa Catarina para venda e compra de gás natural. O contrato terá vigência de de 2024 a 2026, com ambos encerrando em 2034. O valor estimado do contrato é de R$ 7,6 bilhões.

    A alta do petróleo hoje também ajudou a impulsionar os papéis da petroleira estatal.

    • PETR3: +0,73%
    • PETR4: +0,95%

    Maiores quedas

    • Bradespar (BRAP4): -2,70%
    • Vale (VALE4): - 3,16%
    • BRF (BRFS3): -4,27%

    *Com informações de Antonio Temóteo 

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