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Ibovespa cai à mínima do ano com EUA e Petrobras; dólar atinge máxima de R$ 5,12

Principal índice da B3 segue as bolsas norte-americanas dada à incerteza em relação à política monetária dos Estados Unidos

Ibovespa: mercado acompanha desdobramentos de Petrobras (Germano Luders/Exame)

Ibovespa: mercado acompanha desdobramentos de Petrobras (Germano Luders/Exame)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 12 de abril de 2024 às 10h40.

Última atualização em 12 de abril de 2024 às 17h33.

O Ibovespa abriu com ligeira alta na sessão desta sexta-feira, 12, mas logo no início do pregão virou para queda com mercado atento ao cenário externo. O principal índice da B3 acompanhou as bolsas norte-americanas dada à incerteza em relação à política monetária dos Estados Unidos. Isto porque tem crescido as apostas de que o primeiro corte de juros americanos não mais ocorrerá em junho ou julho, mas em setembro. O Ibovespa caiu 1,18% e atingiu a mínima do ano, aos 125.946 pontos.

Em Nova York, as bolsas caem, após grandes bancos dos EUA iniciarem de fato a temporada de balanços do país. Agora, o mercado fica à espera de pronunciamentos de autoridades do banco central norte-americano e da divulgação das expectativas dos consumidores para economia e inflação da Universidade de Michigan.

Ibovespa hoje

  • IBOV: - 1,18% aos 125.946 pontos

O mercado ficou de olho nos balanços dos bancos dos Estados Unidos (EUA) e nos desdobramentos de Petrobras (PETR4). O resultado das instituições financeiras pode indicar o termômetro da maior economia do mundo e os próximos passos da política monetária por lá. Enquanto a petroleira vive uma crise no Brasil, o que pode afetar os papéis diretamente.

Depois da novela dos dividendos extraordinários e dos ruídos sobre a saída do atual presidente, Jean Paul Prates, o presidente do conselho de administração da Petrobras (PETR4), Pietro Sampaio Mendes, foi suspenso do cargo. Os papéis ordinário (PETR3) e preferenciais (PETR4) da petroleira fecharam em queda próxima a 1%.

  • Petrobras (PETR3): - 0,81%
  • Petrobras (PETR4): - 0,92%

A decisão ocorreu em caráter liminar pelo juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, na noite de quinta-feira, 11. O magistrado acatou parcialmente as alegações de conflito de interesses apresentadas em ação pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP).

Mendes, que também é o atual secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, ocupa o cargo por indicação da União, acionista controlador da estatal. A decisão também suspendeu a remuneração pelo exercício da função. O deputado argumentou na ação que a indicação de Mendes para o conselho da estatal constitui um conflito de interesses, uma vez que ele também é secretário do MME. Segundo o parlamentar, a escolha de Mendes para o posto fere a Lei das Estatais.

A petroleira informou que irá recorrer da decisão judicial. "A Petrobras buscará a reforma da proferida decisão por meio do recurso cabível, de forma a defender a higidez de seus procedimentos de governança interna, como tem atuado em outras ações em curso na mesma vara questionando indicações ao conselho", informou a empresa por meio de fato relevante divulgado ao mercado.

Dólar na máxima do ano

O dólar, por sua vez, alcançou o maior patamar do ano. A moeda americana se valorizou 0,61% frente ao real, alcançando a marca de R$ 5,12. É o patamar mais alto da moeda desde outubro do ano passado. No ano, o dólar avança 5,54%.

  • Dólar comercial: + 0,61%, cotado a R$ 5,12

Temporada de balanços

A BlackRock deu a largada na temporada de balanços do primeiro trimestre de 2024 das instituições financeiras dos Estados Unidos. A companhia teve lucro líquido de US$ 1,57 bilhão no primeiro trimestre de 2024 (ou US$ 10,48 por ação), 36% maior do que o ganho de US$ 1,16 bilhão obtido no mesmo período do ano passado. Com ajustes, o lucro por ação entre janeiro e março foi de US$ 9,81, acima do consenso da FactSet, de US$ 9,39.

O Wells Fargo registrou lucro líquido de US$ 4,619 bilhões no primeiro trimestre de 2024. O resultado corresponde a lucro diluído por ação ordinária de US$ 1,20, ante previsão de US$ 1,06 de analistas ouvidos pela FactSet. O lucro foi menor que em igual período do ano passado, quando a empresa acumulou US$ 4,991 bilhões, ou US$ 1,23 por ação.

O Citigroup registrou lucro líquido de US$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ou US$ 1,58 por ação diluída. O resultado foi inferior aos US$ 2,19 de um ano antes, mas superior à previsão dos analistas ouvidos pela FactSet, de US$ 1,18.

O JPMorgan Chase, por sua vez, teve lucro líquido de US$ 13,42 bilhões no primeiro trimestre de 2024, 6% maior do que o ganho de US$ 12,6 bilhões apurado em igual período do ano passado. O lucro por ação do maior banco dos Estados Unidos entre janeiro e março ficou em US$ 4,44, acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 4,17.

*Com Estadão Conteúdo

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