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Hapvida dispara 17%: saiba o que esperar da ação após balanço positivo no 2º tri

Companhia surpreende com crescimento orgânico acima do esperado e redução de sinistralidade

Hapvida: crescimento orgânico de 139 mil beneficiários foi um dos destaques do resultado (Hapvida/Divulgação)

Hapvida: crescimento orgânico de 139 mil beneficiários foi um dos destaques do resultado (Hapvida/Divulgação)

BQ

Beatriz Quesada

Publicado em 12 de agosto de 2022 às 12h46.

Última atualização em 12 de agosto de 2022 às 17h30.

As ações da  Hapvida (HAPV3) estiveram entre os maiores destaques do Ibovespa nesta sexta-feira, 12, disparando quase 17% após a divulgação do resultado da companhia na última noite.  

A operadora de planos de saúde reverteu lucro e apresentou um prejuízo líquido de R$ 312 milhões no segundo trimestre. Porém, apesar do resultado final negativo, os analistas estão mais atentos a outras linhas do balanço que mostram recuperação para a companhia.

Um dos principais pontos de destaque foi o crescimento orgânico da companhia – que, a propósito, havia decepcionado no primeiro trimestre. A Hapvida adicionou 139 mil novos beneficiários ao portfólio, acima do esperado por analistas, que projetavam média de 90 mil adições.

O resultado aumenta as expectativas de que a Hapvida possa continuar entregando crescimento sem o impulso das aquisições, que eram a principal fonte de crescimento antes da fusão com a Intermédica.

Os analistas começam, inclusive, a revisar suas projeções para a empresa. O Bank of America (BofA) voltou a recomendar as compras da ação da Hapvida após rebaixar o papel em abril. 

Na época, os analistas argumentaram que havia “uma mudança estrutural relacionada ao crescimento [da companhia], já que a maioria das fusões e aquisições transformacionais já estavam concluídas, pressionando o crescimento orgânico que historicamente havia sido fraco”. 

Agora, no entanto, o cenário mudou. O BofA reviu sua posição e recomenda compra das ações, com preço-alvo de R$ 10. O valor representa um upside (potencial de valorização) de 51,5% considerando o fechamento da véspera, quando o papel era cotado a R$ 6,60.

A motivação para a mudança vem do crescimento orgânico mas também da sinistralidade de caixa. O índice de 74,9% para 72,3% na comparação trimestral, enquanto outros pares – como Bradesco Saúde, SulAmérica e Porto Seguro – tiveram aumento do mesmo índice.

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“Embora esses números ainda estejam um pouco acima dos níveis pré-pandemia, eles colocam a empresa em uma posição muito forte no setor, demonstrando as vantagens de ser uma operadora de saúde verticalizada”, destacam, em relatório, os analistas do Itaú BBA.

Vale ressaltar que a operação verticalizada – em que a companhia tem negócios em toda a cadeia de produção, desde o plano de saúde até uma rede própria de atendimento aos beneficiários – foi um dos principais diferenciais da Hapvida desde sua estreia na bolsa de valores.

O BBA mantém a recomendação de compra para os papéis, também com preço-alvo de R$ 10.

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