Sede do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) (Fundo Garantidor de Créditos (FGC)/Divulgação)
Repórter
Publicado em 5 de novembro de 2026 às 15h32.
Última atualização em 5 de novembro de 2026 às 15h40.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sofreu um ataque a dados pessoais de clientes, com informações como nomes, e-mails e datas de nascimento sendo acessadas sem autorização. A entidade informou que todas as pessoas afetadas foram notificadas e que não há evidências de divulgação ou uso indevido dos dados até o momento. Medidas de segurança foram reforçadas e uma apuração está em andamento.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que identificou um acesso não autorizado a dados pessoais armazenados em seus sistemas de processos de garantia. Entre as informações acessadas estão nomes, e-mails e datas de nascimento. A entidade não divulgou o número total de titulares atingidos, mas informou que todas as pessoas afetadas foram notificadas.
A suspeita sobre o evento ocorreu em 26 de outubro, data em que foram iniciadas ações de contenção, restrição de acessos e preservação de evidências. A apuração é conduzida com apoio de especialistas para verificar a existência de cópias, divulgação ou uso indevido das informações.
"Até o momento, não foi identificada nenhuma evidência de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de forma indevida. Também não foi identificada nenhuma perda financeira decorrente do evento. A apuração prossegue para verificar eventual cópia, divulgação pública ou utilização indevida das informações. O monitoramento e as medidas de resposta seguem ativos", informou o órgão em nota.
Em virtude do ocorrido, a entidade adotou a revisão de acessos e o reforço da segurança. O FGC orientou os usuários a utilizarem os canais oficiais e ressaltou que não solicita senhas, códigos de autenticação, pagamentos de taxas para liberação de garantias ou instalação de aplicativos em seus atendimentos.
Criado em 1995, o FGC é uma associação sem fins lucrativos mantida por contribuições de instituições financeiras associadas, incluindo bancos múltiplos, comerciais, de investimento e a Caixa Econômica Federal. A entidade garante o ressarcimento a clientes de instituições que sofram intervenção ou liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, com limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ por conglomerado financeiro e teto global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.
Atualmente, o FGC atua no ressarcimento a credores e clientes decorrente das liquidações extrajudiciais do Banco Master, do Will Bank (Will Financeira) e do Banco Pleno, além de instituições vinculadas. O total de desembolsos estimados para estes casos soma R$ 51,8 bilhões, distribuídos em R$ 40,6 bilhões para o Banco Master, R$ 6,3 bilhões para o Will Bank e R$ 4,9 bilhões para o Banco Pleno.