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Dólar tende a seguir volátil à espera do Copom

A moeda norte-americana começou a sessão com leve queda no mercado à vista, cotado a R$ 2,250 (-0,53%) no balcão

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 8 de julho de 2013 às 10h19.

São Paulo - Os mercados de moedas em âmbito global podem voltar a exibir volatilidade nesta semana, devido à perspectiva de que a melhora do mercado de trabalho norte-americano deve levar o Federal Reserve a reduzir em breve o seu programa de estímulos monetários.

Por enquanto, no exterior, o dólar opera com leve ganho ante o euro e oscila perto da estabilidade ante o iene. A moeda norte-americana recua ante as principais divisas correlacionadas a commodities no exterior, num movimento que guia a abertura dos negócios no Brasil.

A moeda norte-americana começou a sessão, há pouco, com leve queda no mercado à vista, cotado a R$ 2,250 (-0,53%) no balcão. Às 9h17, a moeda testou uma máxima, a R$ 2,2520 (-0,44%) e, às 9h25, atingiu uma mínima, a R$ 2,2480 (-0,62%).

Na BM&FBovespa, às 9h28, o contrato de dólar com vencimento em 1º de agosto recuava a R$ 2,2605 (-0,24%), após oscilar de R$ 2,2585 (-0,33%) a R$ 2,2645 (-0,07%). A taxa de abertura desse vencimento foi a R$ 2,2635 (-0,11%).

Em Nova York, às 9h30, o dólar norte-americano recuava ante o dólar australiano (-0,42%), o dólar canadense (-0,25%), o peso mexicano (-0,63%) e o dólar neozelandês (-0,59%). O euro subia a US$ 1,2850, de US$ 1,2828 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar estava a 101,12 ienes, de 101,18 ienes na sexta-feira.

Contudo, a demanda pela moeda dos EUA pode ganhar fôlego com as perspectivas piores para a economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) pretende cortar a sua previsão de crescimento mundial por causa da situação nos países emergentes, segundo antecipou ontem a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.


Como a taxa de câmbio interna já está em um nível alto, os operadores do mercado acreditam em novas intervenções do Banco Central a fim de amenizar a volatilidade do dólar.

O quadro interno de inflação alta e crescimento fraco vai pesar na decisão de política monetária do Banco Central brasileiro. O Comitê de Política Monetária do BC reúne-se na terça-feira e na quarta-feira, quando decidirá a nova taxa Selic para os próximos 45 dias.

A aposta majoritária dos agentes financeiros é de uma nova alta de 0,50 ponto porcentual da Selic, para 8,5% ao ano. Se esse aumento se confirmar, será o terceiro consecutivo da taxa básica de juros.

A Pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostra que o mercado está contando com uma taxa Selic em 9,25% no fim de 2013 e fim de 2014.

Para a inflação, o Focus projeta uma leve desaceleração do IPCA para 2013 de 5,87% para 5,81%. Para este mês de julho, as apostas são de que o IPCA deva cair de 0,25% para 0,24%; mas para agosto, o indicador oficial de inflação subiria de 0,30% para 0,31%.

A expansão do PIB em 2013 estimada agora é de 2,34%, ante 2,40% na semana anterior. A produção industrial de 2013 deve cair de 2,49% para 2,34%. E o câmbio para fim de 2013 subiu de R$ 2,15 para R$ 2,20; e para o fim de 2014, subiu de R$ 2,20 para R$ 2,22 .

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