Mercados

Dólar sobe com exterior e reforma da Previdência no radar

Às 9h30 desta quarta, a moeda americana à vista subia 0,30%, aos R$ 3,2369. O dólar futuro de fevereiro avançava 0,37%, aos R$ 3,2430

Dólar: moeda americana tem viés de alta nesta quarta-feira (Dado Ruvic/Illustration/Reuters)

Dólar: moeda americana tem viés de alta nesta quarta-feira (Dado Ruvic/Illustration/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de janeiro de 2018 às 10h04.

São Paulo - O dólar e os juros futuros operam com viés de alta desde o início das operações desta quarta-feira, 17.

No câmbio, há influências do sinal positivo externo em relação a moedas principais e algumas ligadas a commodities, como peso mexicano, lira turca e rand sul africano, e também percepção de que provavelmente a reforma da Previdência não será votada em fevereiro, disse o gerente de mesa de derivativos de uma gestora de recursos.

Na terça-feira, 16, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que se o texto não for votado no mês que vem "você não conseguirá votar mais".

A jornalistas, Maia negou que tenha sido pessimista em sua avaliação. "Eu não posso ir para nenhum ambiente no Brasil ou no exterior e mentir. Já tem muito político mentiroso no Brasil, né? Acho que chega. Está na hora de a gente falar a verdade, e a reforma da Previdência não é uma votação simples."

Às 9h30 desta quarta, o dólar à vista subia 0,30%, aos R$ 3,2369. O dólar futuro de fevereiro avançava 0,37%, aos R$ 3,2430.

Em Nova York, o euro caía a US$ 1,2214, ante US$ 1,2271 no fim da tarde de terça. O dólar avançava a 110,71 ienes, de 110,35 ienes no fim da tarde de terça. O índice do dólar (DXY) estava em alta de 0,35%.

Lá fora, a moeda norte-americana se recupera e sobe ante divisas principais, após ter recuado na terça-feira, em meio a incertezas políticas em Washington.

Nesta sexta-feira, dia 19, termina o prazo para que o limite da dívida dos Estados Unidos seja elevado e para que o financiamento continue. Há, no entanto, poucos sinais de acordo entre o governo e os parlamentares da oposição democrata.

Também há expectativas sobre depoimento do ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon, que foi convocado pelo conselheiro Robert Mueller a depor no grande júri que investiga a suposta interferência da Rússia na eleição presidencial americana de 2016.

Na Europa, por sua vez, o euro perde terreno para o dólar nesta manhã, após o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, afirmar à mídia italiana que a política da instituição continuará "muito acomodatícia por um longo tempo", embora tenha reduzido suas compras mensais de bônus soberanos, segundo a agência de notícias Reuters.

A moeda única europeia desacelerou a queda intraday, depois de chegar a ser negociado mais cedo a US$ 1,2208, reagindo aos dados de inflação da zona do euro.

O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,4% na comparação anual em dezembro, enquanto o núcleo do CPI avançou 0,9% na mesma comparação, ambos em linha com a previsão.

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólarMoedasMercado financeiro

Mais de Mercados

Por que as ações do Nubank caem mesmo com lucro maior no 1º trimestre

Bancos privados da bolsa têm primeira queda de lucro em dois anos

Aversão ao risco derruba Ibovespa e faz dólar subir mais de 1%

O que Kevin Warsh herda ao assumir o comando do Federal Reserve