Mercados

Dólar sobe ante real com cautela sobre guerra comercial

O dólar avançou 0,38 por cento, a 3,3127 reais na venda. Na máxima desta segunda-feira, a moeda foi a 3,3254 reais

Dólar: moeda subia ante divisas de países emergentes (Purestock/Thinkstock)

Dólar: moeda subia ante divisas de países emergentes (Purestock/Thinkstock)

R

Reuters

Publicado em 2 de abril de 2018 às 17h10.

São Paulo - O dólar terminou a segunda-feira em alta ante o real e voltou a anular a queda acumulada em 2018, com cautela dos investidores diante de eventual guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e a cena política local, com o futuro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O dólar avançou 0,38 por cento, a 3,3127 reais na venda. Na máxima desta segunda-feira, a moeda foi a 3,3254 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,24 por cento.

"A semana traz importantes desafios... a única certeza que teremos é a continuidade da 'volatilidade'", escreveu a Correparti Corretora em relatório.

A China elevou tarifas em até 25 por cento sobre 128 produtos dos Estados Unidos, de carne suína congelada e vinho a certas frutas e nozes, ampliando a disputa entre as duas maiores economias do mundo em resposta à tarifas norte-americanas sobre as importações de aço e alumínio.

Em resposta, a Casa Branca acusou a China de distorcer os mercados globais e afirmou que o país não deve focar em "exportações justas dos Estados Unidos".

Além disso, o presidente Donald Trump promete para esta semana o alvo de tarifas que devem afetar cerca 60 bilhões de dólares em produtos da China com o objetivo de punir Pequim por políticas de transferência de tecnologia.

Com isso, o dólar caía ante uma cesta de moedas, mas subia ante divisas de países emergentes, como os peso chileno, mexicano e a lira turca.

O feriado no mercado europeu enfraqueceu um pouco o volume negociado nesta sessão.

Internamente, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 4 sobre o habeas corpus preventivo pedido pela defesa de Lula, condenado em segunda instância por crime de corrupção, também deixou o investidor em compasso de espera.

Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto nas eleições presidenciais, é considerado pelo mercado financeiro um candidato menos comprometido com as contas públicas. Com a confirmação de sua condenação no caso do tríplex no Guarujá em segunda instância, Lula deve ficar impedido de entrar na corrida eleitoral por conta da Lei da Ficha Limpa, mas o mercado também teme sua influência na campanha eleitoral deste ano.

O Banco Central não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio, por ora. Em maio, vencem 2,565 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)CâmbioDólar

Mais de Mercados

Custo da dívida pesa no 2º tri da Isa, mas novos projetos trazem primeiros ganhos

'A Odisseia' impulsiona ações da IMAX ao maior nível da história

Ibovespa fecha no zero a zero com perdas de Vale e Petrobras, enquanto NY sobe forte

BTG troca Ambev e Allos por Gerdau e Copasa na carteira de ações de agosto