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Dólar segue exterior e termina em queda de 0,60%

O noticiário político também foi observado e, apesar de ainda inspirar cautela, os investidores gostaram dos rumores de que Aloizio Mercadante pode deixar pasta

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	Dólares: o dólar terminou a sessão em queda de 0,60%, a R$ 3,8330. Na mínima, marcou R$ 3,8190 e, na máxima, R$ 3,86
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Dólares: o dólar terminou a sessão em queda de 0,60%, a R$ 3,8330. Na mínima, marcou R$ 3,8190 e, na máxima, R$ 3,86 (thinkstock)

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Claudia Violante

Publicado em 16 de setembro de 2015 às, 17h48.

São Paulo - A expectativa em relação ao Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que amanhã decide a política monetária nos Estados Unidos, fez com que o dólar trabalhasse em queda no mercado externo e tal comportamento se refletiu no Brasil nesta quarta-feira, 16.

O noticiário político também foi observado e, apesar de ainda inspirar cautela, os investidores acabaram gostando dos rumores de que o ministro-chefe da casa Civil, Aloizio Mercadante, pode acabar deixando a pasta.

O dólar terminou a sessão em queda de 0,60%, a R$ 3,8330. Na mínima, marcou R$ 3,8190 e, na máxima, R$ 3,86. No mês, acumula alta de 5,51% e, no ano, de 44,37%. No mercado futuro, a moeda para outubro recuava 0,81%, a R$ 3,8535.

A divisa seguiu, no Brasil, a mesma trajetória exibida no exterior, num dia de cautela pré-Fed. Dados mistos sobre a economia norte-americana reforçaram as apostas de que o BC dos Estados Unidos pode demorar um pouco mais para dar início ao aperto monetário no país.

Além disso, o noticiário político doméstico foi monitorado nas mesas. Contribuíram para a queda das cotações a volta dos rumores de que Mercadante pode deixar a Casa Civil, na reforma que o governo pretende fazer para enxugar o quadro ministerial.

Ele é muito criticado pelo trato difícil com os parlamentares e por ter sido um dos defensores da proposta de Orçamento deficitário - que acabou antecipando a perda do grau de investimento do Brasil pela Standard & Poor's.

Os dados do fluxo cambial não chegaram a fazer preço, mas chega a ser curioso o resultado da semana passada. Houve saída de US$ 860 milhões, dos quais a maior parte ocorreu na terça-feira, 8, com US$ 560 milhões, um dia antes de a agência de classificação de risco rebaixar a nota brasileira.

No mês até o dia 11, o fluxo cambial acumula saída de US$ 517 milhões e, no ano até a mesma data, tem entrada de US$ 10,758 bilhões.

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