Mercados

Dólar se estabiliza perto de R$ 4,16 à espera de declarações do BC

Às 11:40, o dólar recuava 0,09%, a 4,1580 reais na venda

Câmbio: dólar oscilava entre estabilidade e leve queda nesta sexta-feira (Gordan1/Getty Images)

Câmbio: dólar oscilava entre estabilidade e leve queda nesta sexta-feira (Gordan1/Getty Images)

R

Reuters

Publicado em 27 de setembro de 2019 às 09h30.

Última atualização em 27 de setembro de 2019 às 12h23.

São Paulo — O dólar oscilava entre estabilidade e leve queda nesta sexta-feira, mas ainda perto de 4,16 reais, com investidores evitando grandes movimentações após dias marcados por ruídos políticos nos Estados Unidos, sinalização de novos cortes de juros no Brasil e discursos de autoridades do Banco Central sobre atuações no câmbio.

Às 11:40, o dólar recuava 0,09%, a 4,1580 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro mais líquido tinha queda de 0,32%, a 4,1575 reais.

Na semana, a cotação ainda tem ligeira alta, de 0,08%. A variação modesta, contudo, se segue a uma forte elevação de 1,6% na semana anterior, o que indica estabilização da moeda norte-americana em patamares mais altos, evidência da percepção do mercado de que a taxa "justa" para o dólar tem permanecido bem acima dos 4 reais.

Mesmo depois de disparar mais de 8% em agosto, o dólar ainda não encontra alívio em setembro, período em que acumula ganho de cerca de 0,5%. O mercado tem se dividido entre os conflitos comerciais entre EUA e China, a queda nos diferenciais de juros e o constante fluxo de saída de dólares do mercado local, movimento que tem persistido e sido abordado por autoridades do Banco Central.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, falará em evento em São Paulo ainda nesta manhã. Na véspera, Campos Neto citou essa dinâmica dos fluxos como um fator a pressionar a taxa de câmbio e afirmou que, nesse contexto, o BC tem atuado no mercado via oferta de moeda no mercado à vista.

O BC vendeu nesta sexta 400 milhões de dólares em moeda spot, de oferta de até 580 milhões de dólares, e 8 mil contratos de swap cambial reverso (oferta de 11.600 contratos).

A queda dos juros também tem afetado o câmbio. Com a Selic na mínima histórica de 5,50% ao ano e podendo cair mais, a expectativa é que o prêmio de risco oferecido por aplicações em reais vis-à-vis os retornos dos Treasuries caia a novas mínimas históricas, o que reduz a atratividade da moeda brasileira.

"Um corte agressivo adicional de juros pelo BC poderia ampliar a volatilidade do real devido ao carry mais baixo", disse o Goldman Sachs em relatório recente, notando que o real tem tido performance pior do que outras moedas emergentes desde o fim de julho.

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólar

Mais de Mercados

A visão apocalíptica do mercado sobre empresas de software na era da IA

O inverno chegou para as criptomoedas? Para analistas, tudo indica que sim

Fôlego de última hora não poupou Nvidia de pior semana do ano na bolsa

Lembra dela? DeepSeek derrubou mercados há um ano — como está a empresa hoje?