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Dólar encosta em R$2,77 com mudanças no BC e Petrobras

Dúvidas em relação ao futuro da Petrobras, em meio a informações de que a estatal será liderada por Aldemir Bendine, também pesavam sobre o ânimo do mercado

O dólar avançava nesta sexta-feira e chegou a encostar em 2,77 reais, retomando a escalada às máximas em quase uma década após o mercado avaliar que as mudanças na diretoria do Banco Central anunciadas na véspera podem gerar uma política monetária menos contracionista.

Dúvidas em relação ao futuro da Petrobras, em meio a informações de que a estatal será liderada pelo atual presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, também pesavam sobre o ânimo do mercado.

Às 10h53, a moeda norte-americana avançava 0,47 por cento, a 2,7544 reais na venda. Na máxima da sessão, a divisa atingiu 2,7695 reais, maior nível intradia desde 17 de março de 2005 (2,7800 reais).

"A impressão é que o BC vai ter uma composição menos 'rígida', mais tolerante", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

O BC anunciou na véspera que Luiz Awazu, com perfil mais desenvolvimentista, substituirá Carlos Hamilton Araújo na diretoria de Política Econômica, que naturalmente tem forte influência sobre a condução da política monetária. Awazu acumulada as diretorias de Assuntos Internacionais e de Regulação.

Investidores entenderam que, com a mudança, a probabilidade de o BC elevar muito mais a Selic diminuiu, o que poderia diminuir a atratividade de ativos brasileiros a investidores de fora.

O BC também indicou Tony Volpon, atualmente no banco Nomura, para a diretoria de Assuntos Internacionais. O nome não convenceu os mercados financeiros, que entendiam que as últimas projeções sobre a inflação que ele publicou no banco eram "otimistas demais".

A pressão sobre o câmbio também era corroborada pela indicação de Bendine para a presidência da Petrobras, envolvida em esquema bilionário de corrupção, como informou a Reuters mais cedo. O mercado ainda mostrava muita desconfiança sobre o rumo que será dado à estatal.

"Não vejo um choque de gestão com essa nomeação, que era o que o mercado queria", disse o estrategista de uma corretora nacional.

Investidores aguardavam agora a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, que pode trazer mais pistas sobre quando os juros subirão na maior economia do mundo. O indicador será divulgado às 11h (horário de Brasília).

Nesta manhã, o BC deu continuidade às atuações diárias e vendeu a oferta total de até 2 mil swaps, que equivalem a venda futura de dólares. Foram vendidos 1 mil contratos para 1º de dezembro de 2015 e 1 mil contratos para 1º de fevereiro de 2016, com volume correspondente a 98 milhões de dólares.

O BC fará ainda mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 2 de março, que equivalem a 10,438 bilhões de dólares, com oferta de até 13 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 25 por cento do lote total.

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