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Dólar cai a R$ 1,74 com previsão de juro baixo nos EUA

O dólar à vista fechou em baixa de 1,02%, cotado a R$ 1,7420 no balcão, menor valor desde 4 de novembro passado

O forte recuo do dólar mantém os agentes financeiros em alerta com a postura do Banco Central e do Ministério da Fazenda (Getty Images)

O forte recuo do dólar mantém os agentes financeiros em alerta com a postura do Banco Central e do Ministério da Fazenda (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 26 de janeiro de 2012 às 16h22.

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São Paulo - A promessa do Federal Reserve de que os juros nos Estados Unidos seguirão na faixa de zero a 0,25% até o fim de 2014 acabou com o otimismo em relação ao dólar e muitos bancos e traders reduziram hoje parte de suas apostas em uma apreciação da moeda norte-americana no longo prazo. O horizonte distante para o início de uma elevação nas taxas de juros norte-americanas provocou uma debandada do dólar, derrubando os preços da divisa de forma generalizada no mercado de moedas. O euro atingiu máxima intradis de US$ 1,3186. Aqui, o dólar operou em baixa ante o real o tempo todo, pressionado também por ingressos de recursos direcionados para a Bolsa e relativos a emissões corporativas recentes. Com isso, a taxa do cupom cambial de fevereiro 2012 cedeu mais, para -2,50%, ante -2,20% no encerramento na terça-feira, informou a Renascença Corretora.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,02%, cotado a R$ 1,7420 no balcão, menor valor desde 4 de novembro passado (a R$ 1,7390). Na primeira parte da sessão, a moeda registrou mínima de R$ 1,7330 (-1,53%) e máxima de R$ 1,7430 (-0,97%). O resultado ampliou a desvalorização do dólar ante o real no mês e ano para 6,80%. Na BM&F, o dólar à vista terminou com queda de 1,07%, a R$ 1,7411.

O forte recuo do dólar mantém os agentes financeiros em alerta com a postura do Banco Central e do Ministério da Fazenda, que prometeu no começo da semana que não permitiria a valorização do real - que desestimula investimentos produtivos e reduz a competitividade das exportações brasileiras. Para alguns profissionais, enquanto a Fazenda tem um discurso contra a valorização do real, o Banco Central estaria passivo porque o enfraquecimento do dólar, de outro lado, ajuda no controle da inflação e no processo de afrouxamento monetário visando uma taxa Selic de um dígito, como foi destacado hoje na ata da reunião do Copom da semana passada.

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