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Dólar abre em leve alta ante o real, à espera do Fed

O câmbio deve experimentar maior volatilidade até que se saiba melhor como está o mercado de trabalho nos EUA


	Às 9h31, o dólar à vista no balcão subia para cotação máxima de R$ 2,2610 (+0,27%)
 (Stock.xchng)

Às 9h31, o dólar à vista no balcão subia para cotação máxima de R$ 2,2610 (+0,27%) (Stock.xchng)

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Da Redação

Publicado em 29 de julho de 2013 às 10h24.

São Paulo - O dólar negociado à vista no balcão abriu em leve alta ante o real nesta segunda-feira, acompanhando o movimento da moeda americana ante o euro e a maioria das moedas ligadas a commodities.

Embora a agenda da semana seja robusta, os mercados estão especialmente à espera da reunião de política monetária do Federal Reserve, que termina na quarta-feira, 31, e os dados de emprego nos Estados Unidos, que saem na sexta-feira, 2.

Às 9h31, o dólar à vista no balcão subia para cotação máxima de R$ 2,2610 (+0,27%). A mínima foi de R$ 2,560 (+0,04%). O dólar futuro para agosto subia 0,09%, a R$ 2,261, após oscilar de R$ 2,2625 (+0,15%) a R$ 2,2575 (-0,06%).

O câmbio deve experimentar maior volatilidade até que se saiba melhor como está o mercado de trabalho nos EUA e quando o Fed pretende começar a reduzir os estímulos da economia, feitos via compras mensais de US$ 85 bilhões, o chamado QE3, na sigla em inglês.

Fora esses dois eventos, a agenda da semana está bastante carregada, com destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA (quarta-feira), os encontros de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra (os dois na quinta-feira, 1).

O mercado de trabalho é dos principais fatores que estão sendo olhados pelo Fed para decidir sobre a redução no ritmo de estímulo à economia. A estimativa é de que a economia americana tenha criado 175 mil novas vagas de trabalho em julho e que a taxa de desemprego tenha caído de 7,6% para 7,5%.


Na China, além dos dados preocupantes sobre a economia do país, os investidores estão atentos à notícia de que o governo quer limitar o déficit nas contas públicas em montante equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), o que significaria um aumento em relação à antiga meta, de 2% do PIB. No Brasil, a semana começou com um dado ruim.

O índice de confiança da indústria, medido pela FGV, caiu 4%, para 99,6 pontos em julho ante junho, o menor nível desde julho de 2009. Esse resultado foi influenciado pelo menor nível de demanda e piora nas expectativas em relação ao emprego.

A percepção de piora da economia brasileira, além do fortalecimento do dólar no exterior, tem reforçado a valorização da moeda americana ante o real. Um operador de câmbio de um banco nacional disse há pouco que o fluxo cambial segue sendo mais de saída do que de entrada de dólares e que o mercado agora deve testar o BC na cotação de R$ 2,26.

Na sexta-feira, 26, o dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,49, a R$ 2,2550, na máxima do dia. Em julho, a moeda à vista acumula ganhos de 1,08% e, em 2013, de 10,27%. Às 8h55, o euro caía a US$ 1,3277, de US$ 1,3279 no fim de tarde de sexta-feira.

O dólar caía a 97,83 ienes, de 98,20 ienes no fim da tarde de sexta-feira. O dólar subia as moedas ligadas a commodities, com exceção do dólar canadense (-0,05%): dólar australiano (+0,19%); peso chileno (+0,19%); rupia indiana (+0,41%); peso mexicano (+0,22%); dólar neozelandês (+0,02%); rublo russo (+0,04%); lira turca +0,01%); rand sul-africano (+0,62%); coroa norueguesa (+0,28).

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