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DIs operam perto da estabilidade em dia de Focus

Relatório mostrou aumento nas previsões para a Selic em 2011 e 2012

Focus mostrou ainda que a estimativa para a inflação medida pelo IPCA em 2011 subiu para 6,37% (Valter Campanato/ABr)

Focus mostrou ainda que a estimativa para a inflação medida pelo IPCA em 2011 subiu para 6,37% (Valter Campanato/ABr)

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Da Redação

Publicado em 2 de maio de 2011 às 09h55.

São Paulo - As projeções de juros eram negociadas perto da estabilidade nesta segunda-feira, depois de o relatório Focus mostrar aumento nas previsões para a Selic neste ano e no próximo, mas queda nas expectativas para a inflação em 12 meses.

Às 9h39, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2012 projetava 12,31 por cento, ante 12,32 no ajuste da sexta-feira. O DI janeiro de 2013 estava em 12,68, mesmo nível do ajuste.

Segundo o Focus, a projeção para a taxa Selic neste ano aumentou de 12,25 para 12,50 por cento, enquanto a em 2012 foi elevada de 11,75 para 12 por cento. No mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por uma elevação de juro menor, de 0,25 ponto percentual, para 12 por cento, mas em sua ata na semana passada sinalizou que o ajuste precisa ser "suficientemente prolongado", levando o mercado a prever que apesar de o ritmo ser menor, a dose terá uma duração maior. O mercado de juro futuro já fez esse ajuste e, portanto, o Focus não chega a impactar significativamente.

O Focus mostrou ainda que a estimativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu para 6,37 por cento, ante 6,34 por cento na semana anterior. O prognóstico para 2012 manteve-se em 5 por cento, enquanto o para os próximos 12 meses caiu, de 5,42 para 5,34 por cento.

"(Há a) queda na expectativa do Focus em 12 meses (e) o efeito da ata ainda continua, fazendo juros longos caírem", disse José Francisco Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

Antes da última reunião do Copom e da ata, a perspectiva era de um fim em breve do ciclo de aperto e uma retomada mais para a frente. Agora, com a perspectiva de um ciclo mais prolongado, os contratos longos caem em meio à visão de que a retomada do aperto não deve acontecer tão breve.

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