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Dados de emprego nos EUA fazem dólar cair

A taxa de desemprego nos Estados Unidos recuou para 7,4% em julho, ante 7,6% em junho, uma queda maior do que a esperada por economistas, para 7,5%


	Às 9h53, o dólar no balcão tinha queda de 0,13%, a R$ 2,30. A máxima foi de R$ 2,3120 (+0,39%) e a mínima foi de R$ 2,2880 (-0,65%)
 (Scott Eells/Bloomberg)

Às 9h53, o dólar no balcão tinha queda de 0,13%, a R$ 2,30. A máxima foi de R$ 2,3120 (+0,39%) e a mínima foi de R$ 2,2880 (-0,65%) (Scott Eells/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 2 de agosto de 2013 às 10h51.

São Paulo - O dólar no balcão virou e passou a cair ante o real após a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos. O dólar também virou e passou a ter desvalorização ante a maioria das moedas ligadas a commodities.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos recuou para 7,4% em julho, ante 7,6% em junho, uma queda maior do que a esperada por economistas, para 7,5%. É a menor taxa desde dezembro de 2008. A economia dos EUA criou 162 mil empregos em julho, abaixo da previsão de alta de 183 mil novos postos de trabalho.

Às 9h53, o dólar no balcão tinha queda de 0,13%, a R$ 2,30. A máxima foi de R$ 2,3120 (+0,39%) e a mínima foi de R$ 2,2880 (-0,65%). O dólar futuro para setembro tinha queda de 0,30%, a R$ 2,312.O dólar encerrou a quinta-feira, 1, no maior patamar em quatro anos, sem que o Banco Central entrasse no mercado com leilões de swap cambial.

O euro subia a US$ 1,3267, de US$ 1,3207 no fim da tarde de quinta-feira, 1. O dólar caía a 99,11 ienes, de 99,56 ienes no fim da tarde de ontem. O dólar norte-americano caía ante várias moedas ligadas a commodities: peso chileno (-0,33%); peso mexicano (-0,91%); rublo russo (-0,49%); lira turca (-0,63%); rand sul-africano (-0,38%); coroa norueguesa (-0,24%).

O dólar encerrou a quinta-feira, 1, no maior patamar em quatro anos - em alta de 1,10%, a R$ 2,3030 - sem que o Banco Central entrasse no mercado com leilões de swap cambial.

A tendência para o real é de desvalorização ante o dólar, na avaliação dos economistas do Morgan Stanley. Para eles, o real é uma das moedas mais vulneráveis no médio prazo, junto com a rupia indiana, o rand sul-africano, a lira turca e a rupia da indonésia e, por isso, o banco recomenda acumular posições longas em dólar ante essas moedas.

"Os fracos fundamentos e a desaceleração da inflação (por causa de fatores sazonais), bem como o enfraquecimento da posição externa do Brasil, não dão um bom prognóstico para a moeda no médio prazo", avaliam os economistas do Morgan Stanley, em relatório divulgado a clientes.

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