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Chips da Neuralink serão implantados no cérebro humano em seis meses, diz Musk

O homem mais rico do mundo anunciou a apresentação do pedido para as autoridades dos EUA para a liberação de testes em humanos

Elon Musk (CARINA JOHANSEN/Getty Images)

Elon Musk (CARINA JOHANSEN/Getty Images)

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Carlo Cauti

Publicado em 1 de dezembro de 2022, 09h02.

Última atualização em 1 de dezembro de 2022, 15h11.

O empresário Elon Musk declarou na última quarta-feira, 31, que o primeiro chip da Neuralink será testado em um ser humano nos próximos seis meses.

"Tenho certeza que em até seis meses o primeiro aparelho da Neuralink será experimentado em um ser humano", explicou Musk.

A Neuralink está desenvolvendo um chip que, implantado no cérebro, permite interagir com um dispositivo eletrônico externo. O objetivo da empresa é permitir que as pessoas com deficiência possam se mover e se comunicar.

Fundada em 2016, a Neuralink já realizou testes em animais, o último dos quais apresentado ao público há mais de um ano: um macaco com um implante cerebral que se tornou capaz de jogar um videogame de forma totalmente autônoma.

Agora a Neuralink quer dar o último passo. "Queremos ter muito cuidado e sobretudo a certeza de que vai dar certo", disse Musk durante um evento organizado para atualizar o público sobre o projeto, "antes de implantar o chip no cérebro de um ser humano. No entanto, já apresentamos para a Food and Drugs Administration (FDA) (autoridade americana sobre drogas e a pesquisa médica) toda a nossa documentação".

Neuralink atrasando implementação dos chips

O evento onde foi anunciada a novidade tinha sido originalmente marcado para o dia 31 de outubro, mas foi adiado sem explicação. A Neuralink, empresa sediada na área da baía de São Francisco, Califórnia, e Austin, no estado do Texas, está desenvolvendo um chip capaz de controlar dispositivos eletrônicos complexos para permitir que pessoas com paralisia recuperem suas habilidades motoras, mas também para curar doenças cerebrais degenerativas, como Parkinson e Alzheimer. Além de estudar as possibilidades oferecidas pela simbiose entre o cérebro humano e a inteligência artificial.

Todavia, o entusiasmo dos investidores continua sendo travado pela incapacidade até agora demonstrada pela Neuralink em cumprir os prazos estabelecidos. Pelo cronograma, os testes em humanos deveriam ter começado no final de 2022. E a decepção de Musk havia chegado a ponto de pensar em um investimento na concorrente Synchron, que obteve o sinal verde da FDA em 2021, implantando seu primeiro aparelho em julho passado em um paciente nos Estados Unidos após a conclusão de testes em quatro pessoas na Austrália.

Agora, com o evento desta quarta-feira, Musk diz ao mundo que ainda acredita na Neuralink. A corrida pelos chips cerebrais recomeça, com a permissão do FDA.