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A Azul, enfim, vai à bolsa

Depois de diversos imprevistos, a terceira maior companhia aérea do Brasil, a Azul, vai realizar sua oferta pública de ações (IPO) nesta terça-feira. O último susto aconteceu na quinta, quando a Comissão de Valores Mobiliários suspendeu o processo, que aconteceria na sexta, por irregularidades na divulgação e publicidade de informações financeiras que não constavam no […]

DAVID NEELEMAN, DA AZUL: IPO avalia a companhia fundada por ele em 6,9 bilhões de reais  / Germano Lüders

DAVID NEELEMAN, DA AZUL: IPO avalia a companhia fundada por ele em 6,9 bilhões de reais / Germano Lüders

DR

Da Redação

Publicado em 11 de abril de 2017 às 06h30.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h32.

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Depois de diversos imprevistos, a terceira maior companhia aérea do Brasil, a Azul, vai realizar sua oferta pública de ações (IPO) nesta terça-feira. O último susto aconteceu na quinta, quando a Comissão de Valores Mobiliários suspendeu o processo, que aconteceria na sexta, por irregularidades na divulgação e publicidade de informações financeiras que não constavam no prospecto apresentado à entidade.

A procura pelas ações superou em cinco vezes a oferta antes da precificação dos lotes, feita ontem. O valor atingido foi de 21 reais por papel preferencial, no meio do caminho entre o preço mínimo, de 19, e máximo, de 23, sugeridos pela companhia. A empresa ainda emitiu lotes adicionais de ações para aproveitar os bons ventos. A Azul estreia na bolsa com valor de mercado de 6,9 bilhões.

A abertura de capital movimentará 2,02 bilhões de reais, dos quais 1,32 bilhão irão para o caixa da companhia (300 milhões para pagamento de dívidas) e 698 milhões serão usados para pagar acionistas. A Azul tenta abrir capital desde 2011 e já abortou as investidas em quatro ocasiões. Desta vez, aposta em usar o recurso do IPO para chegar a novos destinos, e  cita ainda como vantagem competitiva ter 100% do controle de sua empresa de milhares, a Tudo Azul. Seu fundador, David Neeleman, já abriu outras três empresas aéreas: JetBlue, Morris Air e WestJet.

O problema de semana passada ainda deixa rastros. Investidores que haviam feito oferta por ações até aquele dia podem desistir até a próxima quinta. O governo deve lançar nesta terça a chamada medida provisória do turismo, que liberará até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas no país – o limite atual é 20% – além de incentivos para aéreas regionais. A Azul, portanto, estreia na bolsa num dia movimentado para o setor. A ver como as ações vão se comportar.

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