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O mercado de capitais é dividido, em linhas gerais, em investimentos de renda fixa e de renda variável.

Nesse sentido, hoje é dia de entender tudo sobre a renda fixa, desde o seu funcionamento até como investir nessa classe de ativos tão querida pelos investidores brasileiros.

O que é renda fixa?

A renda fixa, que ganhou muita força nos últimos dois anos por conta do elevado nível de juros no país, que alcançou o patamar de 13,75%, é um investimento onde a remuneração já é conhecida na data da aplicação.

Por essa razão, ela é comumente conhecida como o investimento de baixo risco, já que, em linhas gerais, não é de se esperar oscilações nessa modalidade de aplicação.

Como ela tende a ser o investimento de menor risco disponível no mercado, é geralmente o primeiro produto que os investidores acessam ao entrar no mercado financeiro.

Como a renda fixa funciona?

Independente de quem emite, a renda fixa nada mais é do que uma forma de empréstimo, onde o investidor disponibiliza os seus recursos em troca de uma remuneração que será paga na data do vencimento.

Uma vez que existem diversos tipos de emissores dessa modalidade de investimentos, a pergunta que sempre vem à tona é: qual melhor investimento em renda fixa?

A resposta para essa pergunta, na maior parte dos casos, depende. Isso, pois existem diversos tipos de investimentos em renda fixa disponíveis no mercado, desde os mais seguros até aqueles que possuem um certo grau de risco.

Partindo do investimento em renda fixa de menor risco para aqueles com risco, é possível criar a seguinte ordem:

Importante reforçar que mesmo sendo considerado um investimento de baixo risco, por conta da marcação a mercado que ocorre nos títulos públicos e nas CRAs, CRIs e Debêntures, é sim possível sair de uma posição com prejuízo.

Qual a diferença entre renda fixa e variável?

Enquanto no investimento de renda fixa a remuneração já é definida no momento do investimento, na renda variável o que ocorre é o inverso.

Nesse sentido, no caso da renda variável, o investidor não sabe quanto irá ganhar e, mais do que isso, não sabe nem se terá rentabilidade com o investimento realizado.

Assim, quando o investidor decide comprar um investimento de renda variável, por exemplo, uma ação, ele não sabe se irá obter retorno com a alocação, uma vez que a rentabilidade dessa modalidade é via valorização e distribuição de dividendos.

Ambos os tipos de rentabilidade podem não ocorrer, bem como podem ser extraordinários, por essa razão os investimentos em renda variável são mais arriscados.

Qual a diferença entre prefixado, pós-fixado e híbridos?

Como já mencionado, a renda fixa não é apenas um produto, ela se divide tanto em relação aos emissores quanto em relação aos indexadores de remuneração.

Dessa maneira, é possível encontrar investimentos de renda fixa com remuneração de 3 formas: prefixado, pós-fixada ou híbrida.

No caso da remuneração prefixada, a remuneração já é definida no momento do lançamento do produto e da aplicação por parte do investidor. Uma vez que a taxa já é conhecida, o investidor sabe quanto irá ganhar no vencimento.

Por exemplo: um investidor que aplica R$ 100 mil em um CDB com remuneração de 10% ao ano por um ano. No final do período, o investidor já sabe que irá receber o valor bruto de volta de R$ 110 mil.

No caso dos ativos pós-fixados, apesar de saber a qual índice o investimento está atrelado, a remuneração pode variar mês a mês.

Assim, um CDB com remuneração de 100% do CDI proporciona juros iguais à taxa CDI, porém como o CDI varia conforme a taxa Selic o investidor não saberá de forma antecipada quanto irá retirar de juros.

Por fim, a remuneração híbrida é a junção do prefixado com o pós-fixado. Essa modalidade é muito comum nos títulos de crédito privado, que são aqueles emitidos por empresas listadas em bolsa de valores.

Esses títulos geralmente pagam IPCA + taxa prefixada ou CDI + taxa prefixada, sendo boas opções de diversificação dentro da renda fixa.

Para entender qual remuneração é o melhor investimento em renda fixa, acesse o nosso comparador de investimentos.

Qual o melhor investimento em renda fixa para 2024?

O ano de 2024 será marcado pela continuação da queda de juros no Brasil, o que deve aumentar o apetite ao risco dos investidores, porém, mesmo nesse cenário, existem grandes oportunidades dentro da renda fixa.

Como você já aprendeu até aqui, existem algumas modalidades de renda fixa, isto é, três formas básicas de remuneração.

Nesse sentido, o ano de 2024 promete ser muito vantajoso para os ativos atrelados à inflação, que paga a sua variação mais uma taxa prefixada.

Dentro dessa modalidade de remuneração, os que se destacam são os ativos de crédito privado, uma vez que possuem isenção de imposto de renda para o investidor pessoa física.

Ainda, é possível encontrar, dentro da classe de crédito privado, boas opções de rentabilidades prefixadas, com taxas próximas a 11% ao ano.

Para entender melhor quais são as oportunidades existentes dentro da renda fixa, preparamos uma matéria completa para você entender qual melhor investimento em renda fixa para 2024. 

Como investir em renda fixa?

O primeiro passo para investir em renda fixa é criar uma conta em uma corretora de valores mobiliários, pois elas apresentam uma grande oferta de produtos dentro dessa classe de ativos.

Com a conta aberta, é necessário entender que a renda fixa faz parte de uma carteira de investimentos diversificada, portanto, ela não deve ser 100% do seu patrimônio.

Dessa maneira, separe uma parcela do patrimônio para investir em renda fixa pós-fixada, que pode ser tanto em CDB quanto em Títulos Públicos, para formar a sua reserva de emergência.

Com a reserva construída, é possível partir para investimentos com um maior grau de risco, como os CRIs e CRAs, que possibilitaram retornos maiores do que os investimentos para a reserva de emergência.

Importante lembrar, que além do investimento direto nos ativos, existe a possibilidade de alocação via fundos de investimentos, que podem ser só de títulos públicos, só de ativos de crédito privado ou uma mistura dos dois.

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