Acompanhe:

Entenda o que são ETFs

Veja o que é e como funciona o ETF, um fundo negociado em bolsa que replica o desempenho de índices

Modo escuro

Continua após a publicidade
ETF: sigla de Exchange Traded Funds (pichet_w/Thinkstock)

ETF: sigla de Exchange Traded Funds (pichet_w/Thinkstock)

R
Rita Azevedo

Publicado em 14 de outubro de 2017 às, 06h00.

Última atualização em 4 de agosto de 2022 às, 16h43.

ETF é a sigla para exchange traded funds, fundos que replicam o desempenho de índices e que são negociados em bolsa de valores, como se fossem papéis de uma empresa.

Quando o investidor adquire uma cota de um ETF, é como se ele estivesse comprando todas ações da carteira usada como referência. 

Eles surgiram nos Estados Unidos no início dos anos 1990 e, desde então, ganharam popularidade em todo o mundo. Em 2015, a indústria de ETFs chegou a ultrapassar a de hedge-funds, com quase 3 trilhões de dólares de ativos sob gestão no mundo todo.

No Brasil, o primeiro ETF foi lançado em 2004. Atualmente, são oferecidos 15 tipos deles na Bolsa, todos atrelados a índices de ações.

O mais conhecido e mais procurado é o BOVA, baseado no Ibovespa. Há também PIBB11, que sumariza as 50 ações mais líquidas, o SMAL, que reúne as small caps, o BBSD, que têm como referencia o S&P Dividendos Brasil, entre outros.

Uma das características dos ETFs que chama a atenção de investidores é a possibilidade de diversificação. Ao invés de colocar recursos em uma única ação que pode oscilar bruscamente, o ETF possibilita a diluição dos recursos em vários papéis. Assim, caso o preço de uma ação desabe, a alta de outra poderá "compensar" o tombo. 

A possibilidade de aplicar recursos em diferentes empresas de uma só vez -- sem que, para isso, seja necessário se debruçar sobre o comportamento de cada uma delas -- também é apontada por especialistas como um ponto forte dos ETFs, assim como os custos, que costumam ser menores em comparação com outros fundos por não ter a chamada gestão ativa.

Os ETFs, no entanto, não estão livres de riscos. Dependendo da participação da empresa no índice, a derrocada de uma companhia tende a se refletir no desempenho do índice e, consequentemente, no do ETF. Há, ainda, o risco inerente à variação do preço das ações que formam o índice, além do risco de liquidez das cotas.

ETF de renda fixa

O Tesouro Nacional deve lançar no próximo ano o primeiro ETF de renda fixa, baseado no desempenho de títulos públicos. A expectativa do Tesouro Nacional é que o gestor do fundo seja selecionado até o final de 2017.

A ideia é que, em pouco tempo, o fundo ganhe liquidez, fomentando a criação de novos ETFs de renda fixa sem a participação do Tesouro.

produto deve ser isento do chamado come-cotas, imposto semestral que incide sobre os fundos de renda fixa e multimercados. Na hora do resgate, ao contrário dos fundos de renda fixa, tributados pela tabela regressiva, o ETF será tributado de acordo com o prazo médio dos títulos em carteira. 

Fontes: CVM, Anbima e B3. 

Últimas Notícias

Ver mais
Petrobras (PETR4) fecha em alta após declarações de Haddad
seloMercados

Petrobras (PETR4) fecha em alta após declarações de Haddad

Há um dia

Debênture de infra chega, sem fila para emissão enquanto mercado aguarda detalhes
seloOnde Investir

Debênture de infra chega, sem fila para emissão enquanto mercado aguarda detalhes

Há 2 dias

BlackRock adiciona Goldman Sachs, Citi e UBS como parceiros em ETF de bitcoin
Future of Money

BlackRock adiciona Goldman Sachs, Citi e UBS como parceiros em ETF de bitcoin

Há 4 dias

O alívio vindo do FED e a sucessão de Campos Neto: os assuntos que movem o mercado
seloMercados

O alívio vindo do FED e a sucessão de Campos Neto: os assuntos que movem o mercado

Há 5 dias

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais