(iStock/Reprodução)
Redação Exame
Publicado em 13 de março de 2026 às 17h42.
Yesim Saydan é consultora de branding e comunicação na Holanda. Aos 50 anos, viu sua empresa escalar atendimentos estratégicos sem contratar equipe ou terceirizar funções.
Sua solução foi criar um exército de 17 agentes de inteligência artificial personalizados, incluindo um ChatGPT baseado em Steve Jobs, que atuam como redatores, estrategistas, analistas e até mentores.
Com décadas de carreira internacional e uma base sólida em gestão e comunicação, Saydan usou a IA para montar uma estrutura sob medida. Cada ChatGPT foi treinado para executar uma função específica, respeitando a metodologia e o estilo de comunicação da consultoria.
O impacto direto foi a liberação de tempo para que ela se concentrasse nas decisões de alto nível. As informações foram retiradas de Business Insider.
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A rotina de Yesim Saydan foi completamente transformada após o lançamento dos ChatsGPT’s personalizados da OpenAI. Antes da IA, ela dependia de freelancers para ampliar a capacidade de atendimento, mas o esforço para treinar temporários e a falta de alinhamento com sua visão tornava o processo ineficiente.
Foi então que decidiu construir seu “time ideal” dentro do ecossistema da IA generativa. Inicialmente pensou em quatro agentes principais, mas percebeu que sobrecarregar os ChatGPT’s com múltiplas funções prejudicava a qualidade.
A solução foi criar um ChatGPT específico para cada tarefa estratégica — de análise de chamadas comerciais à criação de roteiros de vídeo.
Essa hiperpersonalização permitiu que cada agente fosse treinado com documentos, processos e diretrizes únicas. Mais do que automatizar, Saydan criou um sistema que replica seu pensamento e visão estratégica.
Uma das decisões mais ousadas de Saydan foi criar um ChatGPT inspirado em Steve Jobs para ter um mentor criativo e provocador sempre disponível para brainstormings e validação de ideias.
Ela alimentou o agente com dezenas de vídeos, transcrições e entrevistas de Jobs, treinando-o com base em dois pilares:
O resultado é um “conselheiro virtual” capaz de avaliar propostas com base na mentalidade de inovação e excelência do ex-CEO da Apple.
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Mas Saydan também aprendeu a driblar a IA para obter respostas honestas. Em vez de perguntar “o que você acha dessa ideia?”, prefere questões objetivas como “de 1 a 10, quão boa é essa ideia?” — e, em seguida, pergunta “o que a tornaria nota 10?”. Isso gera interações mais críticas e estratégicas, aproveitando o máximo da base de conhecimento do ChatGPT.
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