Inteligência Artificial

Da Nvidia à Casa Branca: as alianças que transformaram a OpenAI

Parcerias com Microsoft, Nvidia, Oracle, governos e fundos soberanos transformaram a OpenAI em infraestrutura estratégica da corrida global por inteligência artificial.

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 15h22.

A ascensão da OpenAI, dona do ChatGPT, não se explica apenas por modelos de linguagem avançados.

Ela é resultado de uma rede de parcerias que garantiu capital, chips, energia, data centers e respaldo político em escala global.

Sob a liderança de Sam Altman, a empresa se tornou um ponto de convergência para interesses corporativos e estatais na corrida pela inteligência artificial.

Todos querem a OpenAI

  • Microsoft (Satya Nadella) – parceira histórica e maior investidora, com cerca de 27% de participação e aproximadamente US$ 13 bilhões aportados. Forneceu nuvem, capital e distribuição ao integrar os modelos da OpenAI ao Azure e ao Office. Perdeu exclusividade estratégica após o avanço do Stargate.
  • Oracle (Larry Ellison) – pilar técnico do Stargate. A empresa fornece infraestrutura de cloud e data centers em larga escala, posicionando-se como alternativa ao domínio da Microsoft na nuvem.
  • SoftBank (Masayoshi Son) – principal fonte de capital do Stargate. O grupo japonês financia a expansão de data centers e agrega acesso político, especialmente junto ao governo dos Estados Unidos.
  • Nvidia (Jensen Huang) – fornecedora crítica de chips para treinamento e execução dos modelos, especialmente GPUs H100. A relação é estrutural, mas pressionada por custos, escassez de oferta e tentativas da OpenAI de reduzir dependência.
  • Broadcom e TSMC – parceiros industriais no desenvolvimento de chips próprios. Fazem parte da estratégia de verticalização e mitigação do risco de concentração na Nvidia.

Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, e Satya Nadella, CEO da Microsoft

  • Amazon (AWS) – alternativa estratégica de nuvem. A OpenAI passou a dialogar com a AWS para diversificar infraestrutura e reduzir a dependência do Azure.
  • Governo dos EUA (Donald Trump) – relação política central. O apoio da Casa Branca garantiu respaldo ao Stargate, contratos federais — incluindo US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa — e um ambiente regulatório mais favorável.
  • MGX Fund (Emirados Árabes) – capital soberano internacional que reforça o financiamento do Stargate e amplia o alcance geopolítico do projeto.
  • Energia (Oklo) – relação indireta, mas estratégica. Energia nuclear em escala gigawatt é vista como essencial para sustentar data centers de alta demanda energética.
  • Y Combinator – base permanente de talentos e influência. A rede de startups segue alimentando o ecossistema de inovação ao redor da OpenAI.
  • Anthropic (Dario Amodei) – rival direto. Disputa talentos, capital e clientes, pressionando a OpenAI a acelerar sua estratégia de escala.
  • Elon Musk – ex-cofundador e hoje adversário. A ruptura abriu espaço político e simbólico para Altman se consolidar como principal interlocutor do governo americano em IA.

Uma rede difícil de replicar

Ao articular essas parcerias, Altman conectou capital privado, infraestrutura física, chips, energia e poder público em um único sistema.

A OpenAI deixou de ser apenas uma empresa de tecnologia para se tornar infraestrutura crítica. É essa rede — mais do que qualquer produto isolado — que explica por que tantos atores disputam espaço ao redor da companhia.

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