Inteligência Artificial

A HP já fez a conta para cortar empregos e usar IA: US$ 1 bi em economia

O valor seria recuperado em 4 anos após uma restruturação que custará cerca de US$ 650 milhões

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 26 de novembro de 2025 às 05h34.

Última atualização em 26 de novembro de 2025 às 05h36.

A HP anunciou que vai cortar até 10% de sua força de trabalho global até 2028, num movimento de reestruturação que busca economizar cerca de US$ 1 bilhão em quatro anos. O plano foi detalhado no balanço divulgado na terça-feira, 26, e inclui redução de pessoal, simplificação de plataformas e consolidação de programas internos.

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A empresa calcula que a reestruturação custará cerca de US$ 650 milhões, dos quais US$ 250 milhões serão reconhecidos já no ano fiscal de 2026.

Segundo a HP, a estratégia agora é reorganizar fluxos internos para "elevar satisfação do cliente, acelerar inovação de produto e aumentar produtividade", tudo impulsionado por adoção de inteligência artificial. O CEO Enrique Lores afirmou que, após dois anos de pilotos internos, ficou claro que o uso de agentic AI, sistemas que executam tarefas autonomamente, exige "redesenhar processos do zero",  e não apenas incorporar IA aos métodos atuais.

Apesar do discurso otimista, o guidance financeiro frustrou parte do mercado. Enquanto analistas da Bloomberg projetavam um lucro por ação (EPS) de US$ 3,32 para 2026, a HP estimou entre US$ 2,90 e US$ 3,20, abaixo das expectativas. No pós-mercado, as ações da companhia recuaram mais de 5%. No acumulado do ano, a queda supera 25%.

A empresa reportou resultados acima do esperado na receita do quarto trimestre, mas sinalizou que 2026 dependerá de "crescimento acima do mercado", impulsionado, principalmente, por IA. Lores disse que 2025 terminou "forte", com avanço de lucro na segunda metade do ano, e que a ambição é "embutir IA em tudo o que fazemos".

O movimento coloca a HP no mesmo grupo de empresas que estão usando a onda da IA para revisar estruturas internas e cortar custos. Amazon, Workday e outras big techs já anunciaram demissões sob a justificativa de reconfigurar processos diante de automações cada vez mais sofisticadas.

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