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Mercado de crédito de carbono deve aumentar 15 vezes até 2030

Biofílica, empresa que atua na área e foi adquirida pelo grupo Ambipar, pretende se tornar a maior companhia de “Nature-Based Solutions” do mundo
Plínio Ribeiro, CEO da Biofílica: executivo trabalha com administração de florestas desde 2006 (Divulgação/Biofílica)
Plínio Ribeiro, CEO da Biofílica: executivo trabalha com administração de florestas desde 2006 (Divulgação/Biofílica)
Por RedaçãoPublicado em 19/08/2021 09:00 | Última atualização em 19/08/2021 19:09Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Em julho, a Ambipar completou um ano de sua abertura de capital (IPO). Nesse período, fez 17 aquisições envolvendo 1,4 bilhão de reais com intuito de aumentar o portfólio de serviços, ampliar e reforçar sua presença geográfica. Uma dessas aquisições foi da Biofílica, empresa com cerca de 30 funcionários, fundada em 2008 e especializada em projetos e programas de carbono Nature-Based Solutions (NBS).

Com a entrada do grupo, e consequentemente mais recursos disponíveis, a empresa prevê, no médio prazo, se tornar a maior companhia de NBS do mundo.

O que é NBS?

A sigla diz respeito a usar soluções baseadas na natureza – como seu manejo e uso sustentável – para endereçar desafios da sociedade como, por exemplo, fazer a compensação das emissões de carbono.

Plínio Ribeiro, CEO da Biofílica, diz que hoje a empresa tem mais de 1,5 milhão de hectares em projetos desse tipo. Essa grandeza foi possível após anos de desafios e conquistas.

Ribeiro trabalha com administração de florestas desde 2006. Tudo começou quando, na Amazônia, para um projeto do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), ele montou um plano de negócios para uma empresa detentora de uma área de floresta.

“Esse tipo de área tem centro de custo, mas não tem resultado”, conta. Então, a ideia do projeto era viabilizar a área financeiramente ao mesmo tempo que levava em conta sua preservação. “Custa caro manter [a floresta]; tem um monte de risco, como o de invasão, grilagem, e a gente se perguntou como fazer essa conservação dar dinheiro.” Uma das coisas que saltaram aos olhos foi o manejo certificado de madeira e serviços de carbono.

Foi daí que surgiu a Biofílica. Hoje a empresa oferece a seus clientes, entre outros serviços, o Blue Carbon, uma abordagem que gera créditos de carbono por meio da conservação e restauração dos ecossistemas costeiros e marinhos. A empresa também incorporou recentemente ao seu portfólio mais duas soluções que atendem à demanda de compensação de emissões por meio de créditos de carbono:

  • a Agricultural Land Management (ALM), que é uma abordagem na qual os produtores rurais adotam tecnologias inovadoras e práticas aprimoradas de manejo que permitem melhorar a qualidade e o armazenamento de carbono no solo, intensificando a produção agropecuária ao mesmo tempo que geram os créditos de carbono;
  • a Afforestation/Reforestation (AR), uma abordagem baseada no armazenamento de carbono na biomassa por meio do plantio de novas árvores em áreas onde não havia floresta (afforestation) e em áreas onde houve desmatamento (reforestation), recuperando o ecossistema natural.

Rio Jari, no Pará: parceria da Biofílica com Grupo Jari tem como objetivo evitar o desmatamento e minimizar impactos socioambientais na região (Biofílica/Divulgação)

De dois anos para cá, Ribeiro viu um crescimento exponencial no mercado de crédito de carbono, com uma grande quantidade de empresas buscando a meta Net Zero. A ampliação do segmento deve continuar nos próximos anos. O empreendedor cita alguns dados:

  • 200 milhões de toneladas de CO2 a ser compensadas em 2021 globalmente
  • 130 milhões de toneladas de CO2 movimentaram o setor no ano passado
  • aumento de 15 vezes do mercado de crédito de carbono até 2030
  • 13 bilhões de toneladas (um aumento de 100 vezes) até 2050

No entanto, quando as empresas atingirem suas metas de redução das emissões, o mercado de compensação ainda vai existir, mas deverá sofrer uma retração. “A restauração, o desenvolvimento florestal vai ser uma grande indústria nas próximas décadas, para fins de compensação”, diz Ribeiro.