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O Worldcoin, um projeto que mistura criptomoedas e uma "identidade global", se tornou alvo de uma operação policial no Quênia no último sábado, 5. A iniciativa é comandada por Alex Blania e Sam Altman, CEO da empresa dona do ChatGPT, e tem sido alvo de questionamentos de reguladores sobre a segurança em tornos dos dados obtidos de usuários.

A operação policial foi revelada pela imprensa local queniana. De acordo com o jornal Kahawatungu, uma equipe teria entrado na sede do Worldcoin em Nairóbi, capital do país, e confiscado documentos e Orbs, os equipamentos usados para realizar o registro de íris dos usuários.

Immaculate Kassait, chefe do Comissariado de Dados do país, teria afirmado que a Tools for Humanity, empresa responsável pelo projeto, não compartilhou suas "verdadeiras intenções" sobre a iniciativa ao se registrar no Quênia. As autoridades do país já tinham suspendido as operações do Worldcoin na semana passada.

Em um comunicado conjunto, a Autoridade de Mercados de Capital do Quênia (CMA) e o Escritório da Comissária de Proteção de Dados (ODPC) apontaram que o Worldcoin despertou "uma série de preocupações regulatórias legítimas que requerem uma atenção urgente" das autoridades.

Entre elas está a "falta de clareza sobre a segurança e armazenamento de dados sensíveis coletados (o registro de íris para reconhecimento facial)", além do fato de que a "obtenção do consentimento do consumidor em troca de uma recompensa monetária beira à indução".

As autoridades também criticam a "incerteza sobre a proteção dos consumidores em torno da criptomoeda e outros serviços", "informações inadequadas sobre medidas e padrões de cibersegurança" e "uma quantidade imensa de dados nas mãos de agentes privados sem uma estruturação apropriada".

O comunicado reforça que "essas questões demandam uma investigação ampla para permitir que os reguladores aconselhem os responsáveis sobre as medidas apropriadas para proteger o interesse público". Ele destaca ainda que "as controvérsias em torno do Worldcoin não são novas". O Worldcoin ainda não se pronunciou sobre a operação.

Worldcoin e privacidade

Atualmente, o projeto já é investigado na França e no Reino Unido. As autoridades do Quênia determinaram uma suspensão das atividades de coleta de dados pelo projeto no país e destacou que o público deve "ter cuidado ao fornecer dados pessoais a agentes privados".

À EXAME, especialistas destacaram a importância de garantir que o projeto está de acordo com as leis de proteção de dados de cada país. O motivo é que dados biométricos são imutáveis, o que torna o vazamento dessas informações especialmente prejudiciais para os seus detentores.

O Worldcoin afirma que deleta os dados biométricos assim que eles são obtidos pela captura no Orb. Eles seriam substituídos por um World ID, um código criptográfico vinculado a cada usuário que servirá como uma "identidade global". Em troca do registro, o usuário recebe uma recompensa em WLD, a criptomoeda nativa do projeto.

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