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Remy Sharp
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O tão aguardado lançamento do projeto Worldcoin ocorreu na última segunda-feira, 24, com suas operações começando em todo o mundo, incluindo no Brasil. A iniciativa é comandada por Alex Blania e Sam Altman, que se tornou famoso recentemente por ser o CEO da OpenAI, empresa de inteligência artificial que controla o ChatGPT.

Dessa vez, o executivo decidiu entrar em outro mundo: o das criptomoedas. A iniciativa conta com uma moeda digital própria, o WLD, que estreou no mercado no mesmo dia e, atualmente, está cotado a US$ 2,18 e já está entre as 150 maiores do mundo em capitalização total, segundo dados do CoinGecko. Entretanto, o projeto vai além.

Altman e Blania já se referiram ao Worldcoin como uma iniciativa importante para os próximos passos da inovação tecnológica global. Na visão deles, o projeto representa um passo essencial para garantir que, no futuro, humanos não serão confundidos com máquinas. Ao mesmo tempo, ele foi proposto como uma forma de amenizar possíveis efeitos de uma transição em massa para a inteligência artificial.

O que é o Worldcoin?

O Worldcoin é um projeto que busca criar uma identidade digital global a partir do registro da íris das pessoas. A meta de Altman e Blania é ter esse registro biométrico de toda a população, ressaltando a escala mundial da iniciativa. Um dos focos do projeto é disseminar uma forma segura de "diferenciar humanos de inteligências artificias na internet".

Em uma carta, Altman e Blania comentaram que o projeto busca "criar uma nova identidade e uma rede financeira controlada por todos". Ao mesmo tempo, eles afirmaram que a iniciativa tem como objetivo "preservar a privacidade, destravar um processo democrático global e, eventualmente, mostrar o caminho para uma renda básica universal financiada por inteligência artificial".

Esse último aspecto tem sido citado por Altman como uma forma de reduzir os impactos da adoção em massa de inteligência artificial no mercado. Até o momento, porém, os executivos ainda não explicaram como seria esse próximo passo. Por isso, o foco inicial está no registro de íris das pessoas, que precisa ser feito de forma presencial.

Como funciona o Worldcoin?

Segundo os executivos, o Worldcoin consiste da World ID - uma identidade digital que busca "preservar a privacidade" - e, "onde a lei permitir", uma moeda digital - a criptomoeda WLD - que é "dada para uma pessoa simplesmente por ela ser um humano". Há, ainda, o World App, um aplicativo de carteira digital já disponível para o armazenamento do WLD.

"O Worldcoin é uma tentativa de alinhamento em escala global. A jornada será desafiadora e o resultado é incerto. Mas encontrar novas maneiras de compartilhar amplamente a futura prosperidade tecnológica é um desafio crítico de nosso tempo", defendem Altman e Blania na carta aberta para o público.

O conceito central por trás do projeto é a chamada "prova de personalidade", ou proof of personhood. Ele é definido pelos executivos como "estabelecer que um indivíduo é humano e único. Uma vez estabelecido, dá ao indivíduo a capacidade de afirmar que alguém é uma pessoa real e diferente de outra pessoa real, sem ter que revelar sua identidade no mundo real".

Ao todo, foram criadas 10 bilhões de unidades de WLD, com uma oferta inicial em circulação de 143 milhões de unidades. A posse da criptomoeda dará ao usuário o direito de votar em decisões futuras referentes ao projeto, sendo com isso um token de governança. A ideia é que as propostas analisadas envolvam os próximos passos idealizados para a iniciativa.

Como receber um Worldcoin?

A empresa explica que o Worldcoin é distribuído de forma gratuita para cada pessoa que realizar o registro da sua íris, como uma espécie de recompensa. Essa captura é feita pelo Orb, um equipamento criado pelo projeto e que possui os recursos necessários para registrar a informação biométrica. Atualmente, existem três locais no Brasil com agenda disponível para esse registro, todos localizados em São Paulo.

Outra forma de obter a criptomoeda é pela compra em corretoras. Desde o lançamento, a WLD já foi listada em diversas corretoras de criptomoedas importantes e se tornou um dos destaques do mercado, incluindo Binance, Mercado Bitcoin, Huobi, Bybit e OKX. Nesse caso, o preço de negociação segue a cotação do ativo, variando conforme a demanda.

Entretanto, a lógica do Worldcoin, incluindo a forma de distribuição da criptomoeda, já rendeu críticas. Jack Dorsey, criador do Twitter e ex-CEO da rede social, disse que "em nenhum momento uma corporação ou Estado deve possuir qualquer parte do sistema financeiro global". No dia seguinte, ele compartilhou o anúncio de lançamento e destacou um trecho sobre o projeto que diz que "o Worldcoin é uma tentativa de alinhamento em escala global".

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