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Startup brasileira é escolhida pelo Unicef para criar blockchain e token

Projeto faz parte de uma iniciativa da entidade ligada à Organização das Nações Unidas para aumentar o acesso à internet em escolas

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O Unicef escolheu a tecnologia blockchain devido à rastreabilidade de operações (Getty Images/Reprodução)

O Unicef escolheu a tecnologia blockchain devido à rastreabilidade de operações (Getty Images/Reprodução)

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João Pedro Malar

Publicado em 8 de fevereiro de 2023, 11h32.

Última atualização em 8 de fevereiro de 2023, 12h37.

A startup brasileira Investtools foi escolhida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para desenvolver um blockchain com token próprio que serão usados em um projeto que busca incentivar a ampliação de acesso à internet de qualidade para crianças em escolas.

A seleção foi realizada junto com a União Internacional de Telecomunicações, também conhecida como Giga, e a empresa recebeu um aporte equivalente a US$ 100 mil (R$ 519 mil, na cotação atual) para ajudar no desenvolvimento da iniciativa, que começará no Brasil mas terá caráter global.

O projeto envolve a criação de uma plataforma blockchain que poderá ser acessada por empresas provedoras de internet. A rede contará com um token próprio, que é obtido pelas empresas como recompensa a partir do fornecimento de internet em determinadas localidades após a assinatura de contratos firmando o compromisso.

Uma vez que o criptoativo seja obtido, ele poderá ser convertido em incentivos fiscais que serão oferecidos pelo governo daquela região, tornando a tarefa de fornecer internet de qualidade para locais mais afastadas algo mais atrativo para as empresas, já que esse fornecimento também costuma ter custos altos.

Para tirar essa ideia do papel, a Investtools recebeu um aporte do Unicef e do Giga US$ 40 mil e 51.833 ethers, equivalente a cerca de US$ 60 mil na época em que foram depositados. Além da criação, a empresa precisará demonstrar a eficiência do projeto com pelo menos um caso de uso bem-sucedido.

O Unicef, vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), escolheu a tecnologia blockchain para integrar o projeto devido à capacidade de rastreabilidade na plataforma, permitindo verificar com mais precisão que os tokens estão sendo devidamente distribuídos e que as escolas realmente estão tendo acesso à internet.

A Investtools foi a única startup latinoamericana que participou do processo de seleção, e foi escolhida dentre outras 350 empresas de todo o mundo. "A conexão ao blockchain garante a preservação dos dados na rede, de forma que eles não possam ser apagados e possam ser consultados publicamente, permitindo acompanhar as movimentações financeiras e ao mesmo tempo tornar o processo inteiramente auditável", destaca o CEO da startup, David Gibbin.

“São poucos os que dominam a tecnologia, e o know-how é insuficiente para atender às demandas da comunidade internacional. Por isso, participar de um grupo seleto de especialistas promovido pela Unicef Venture Fund — sobretudo representando um país cujo baixo investimento em desenvolvimento tecnológico oferece um cenário desafiador à pesquisa — é uma grande honra", comenta o CEO.

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