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O bitcoin atingiu nesta semana mais um marco importante em relação ao sentimento dos investidores para o ativo: agora, mais de 70% de toda a oferta da criptomoeda está parada há mais de um ano. Os dados, divulgados pela empresa de análise de mercado Glassnode, apontam que o valor é o maior já registrado desde que o projeto foi lançado no mercado.

A última vez que o ativo bateu o recorde histórico de unidades paradas foi em julho deste ano, quando foi atingida a marca de 69,35%. Desde então, o valor entrou em queda, em especial durante os meses de agosto, setembro e outubro, coincidindo com um momento mais negativo para o preço do ativo.

Entre o fim de outubro e o começo de novembro, porém, o bitcoin voltou a registrar uma forte valorização. Atualmente, a criptomoeda opera na casa dos US$ 38 mil - o maior preço em 2023 - e acumula uma valorização de mais de 120% no ano, segundo dados da plataforma CoinMarketCap.

Para os analistas da Reflexivity Research, o novo recorde indica "uma forte crença da base de detentores de bitcoin na esteira do contágio em todo o mercado de criptomoedas e dos ventos contrários macroeconômicos após as suas máximas históricas em 2021".

Além do recorde referente às unidades da criptomoeda paradas há mais de um ano, os valores referentes a um período de mais de dois, três e cinco anos também estão em níveis nunca antes atingidos. Nesse sentido, os dados corroboram uma narrativa positiva para o ativo.

"Embora os preços mais altos acabem por incentivar novos vendedores, com o bitcoin subindo mais de 100% no mesmo período, parece que os detentores de bitcoin não estão planejando se desfazer dos seus estoques nesses níveis atuais de preços ou em breve", explicou a Reflexivity.

Estratégia de longo prazo

Ao mesmo tempo, nem todas as unidades da criptomoeda estão necessariamente acessíveis para os seus respectivos donos.Em teoria, a criptomoeda possui uma oferta total de 21 milhões de unidades, que vão sendo liberadas para o mercado aos poucos no processo conhecido como mineração. Atualmente, cerca de 19,3 milhões de unidades do ativo já foram cunhadas, mas nem todas são acessíveis.

Timothy Peterson, que integra a consultora de investimentos Cane Island, divulgou uma projeção em março deste ano que aponta que, atualmente, 6 milhões de bitcoins estariam fora do alcance do mercado e "irremediavelmente perdidos". Ou seja, não haveria mais como acessar, usar ou transferir esses ativos.

Não são raros os casos, por exemplo, de investidores que jogaram hardwares no lixo sem lembrar que eles tinham determinadas quantias da criptomoeda armazenada. Alguns também se desfizeram das chaves de acesso ou dos locais de armazenamento em uma época em que o ativo valia pouco, se arrependendo nos anos seguintes.

Ao mesmo tempo, uma parte razoável das criptomoedas que está inativa está sob a posse de investidores que adotam uma estratégia de valorização de longo prazo. Nesse caso, a ideia é manter o ativo em custódia por vários anos, acreditando em um forte ganho no futuro que justificaria deixar de vender os ativos em momentos de alta, como o atual.

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