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A preservação da Floresta Amazônica se tornou uma prioridade global nos últimos anos, dando origem a diversos projetos com esses objetivos. E um deles busca agora unir esse bioma ancestral a uma tecnologia extremamente moderna: a realidade virtual. Batizada de MetAmazonia, a empresa já deu os primeiros passos para levar a Amazônia para o metaverso.

Em entrevista exclusiva à EXAME, Ana Lema, gestora do projeto de realidade virtual, explica que o metaverso é um "digital twin", ou gêmeo digital, em tradução livre. Isso significa que o ambiente virtual retratado sempre representa uma área física equivalente, buscando ser o mais fidedigno possível.

A primeira área "levada" para o metaverso é uma Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável (RPDS) de 20 mil hectares que está localizada no município de Manicoré, no sul do estado do Amazonas e a cerca de 330 quilômetros da capital, Manaus. O local é preservado pela Empresa Brasileira de Conservação de Florestas, ligada à startup, há mais de 15 anos com diferentes projetos sociais em comunidades ribeirinhas da região.

A ideia, agora, é "promover a educação e a conscientização sobre a região Amazônica, a fauna e a flora". Além disso, a realidade virtual também deve reunir os projetos que estão e serão implementados na reserva, assim como outras marcas e iniciativas que sejam sustentáveis e ligadas ao objetivo de incentivar a preservação do local.

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Vantagens do metaverso

Leme explica que o acesso a esse metaverso ocorrerá apenas por meio da aquisição de um ativo digital, batizado de AmaLand. Cada ativo representa um pedaço da floresta digitalizada, "com coordenadas e características específicas da sua localização, permitindo que qualquer pessoa possa investir nesse projeto, na conservação da Floresta Amazônica, além de engajar, monitorar e fazer parte dos benefícios".

Segundo a gestora, uma das vantagens da iniciativa é a capacidade de "levar a Amazônia" até as pessoas interessadas em preservá-la mas que não conseguem ir presencialmente até o bioma. A previsão é que as vendas dos AmaLands comecem ainda no mês de outubro, com quatro tipos diferentes de tokens não-fungíveis (NFTs, na sigla em inglês).

O primeiro, equivalente a 100 metros quadrados do território, custará US$ 100 dólares. O segundo, de mil metros quadrados, será vendido por US$ 200, enquanto o terceiro, de 1 hectar, custará US$ 500. Já o último tipo, que corresponde a 10 hectares, será vendida apenas sob consulta, com um preço ainda a ser definido.

Leme explica que "50% do valor pago pelo ativo digital será revertido para os projetos sociais que acontecem na reserva física e são administrados pela EBCF, a empresa do grupo responsável pela gestão dessa RPDS, que está há mais de 15 anos desenvolvendo projetos sociais, ambientais, infra-estrutura e climáticos, além do relacionamento de longa data com as comunidades tradicionais ribeirinhas".

O valor restante é dividido entre os custos de manutenção do metaverso (22%), remuneração de parceiros (8%), ações de marketing (10%) e para a administração da iniciativa (10%). Atualmente, a iniciativa está na fase de criação de uma segunda versão do metaverso, que promete ser mais "acessível e interativa", também em busca de investidores externos.

Na visão da gestora, a união da tecnologia blockchain e do metaverso "vem para democratizar o acesso a lugares que podem sofrer grande impacto sendo expostos a uma alta quantidade de visitantes, e através do metaverso eles podem acessar o espaço de suas casas".

"O blockchain permite o acesso ao investimento nesse tipo de projeto através da tokenização do mesmo, ou seja, graças a essa tecnologia é que pudemos criar nossos tokens, criando um ativo digital que engloba mais do que apenas o carbono por exemplo, mas um conjunto de benfeitorias na região. Também oferece mais transparência, pois os investidores apoiam diretamente os projetos, eliminando intermediários", avalia.

Outra vantagem que Leme vê no uso dessas tecnologias é a possibilidade de realizar o compartilhamento de dados ambientais "de forma segura e auditados descentralizadamente, como as informações que advém das câmeras trap e sensores de áudio que temos implementados na reserva, além dos relatórios de biodiversidade e senso populacional que são administrados pela EBCF".

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