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Fundo "3.0" usa tokenização e promete mais eficiência e retornos para investimento em cripto

Iniciativa fruto de parceria entre Nousi Finance, BitGo, Topázio e Genezys tem previsão de lançamento para investidores em janeiro de 2024

Tokenização de fundos busca trazer vantagens para investidores (Reprodução/Reprodução)

Tokenização de fundos busca trazer vantagens para investidores (Reprodução/Reprodução)

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Repórter do Future of Money

Publicado em 21 de dezembro de 2023 às 09h00.

Última atualização em 21 de dezembro de 2023 às 10h04.

A Nousi Finance, o Banco Topázio, a BitGo e a Genezys e anunciaram nesta quinta-feira, 21, o lançamento de um fundo "3.0" de investimento em criptoativos. A principal novidade será a tokenização do próprio fundo, o que permitirá que os investidores negociem entre si cotas adquiridas em um mercado secundário, um tipo de operação que não existe no mercado tradicional.

Com previsão de lançamento para investidores em janeiro de 2024, o fundo terá uma composição mista, com divisão ainda não informada. Uma parte será composta por bitcoin e ether, outra pelas "altcoins" - criptomoedas alternativas mas ainda entre as 100 maiores -, uma parte em dólar para gestão de caixa e outra em ativos para gestão de risco.

Em entrevista exclusiva à EXAME, Andrey Nousi, da Nousi Finance, explica que o portfólio é baseado em uma "tríada", com "análise fundamentalista, análise técnica e gestão de risco. Como o foco é gestão ativa, o investidor pode esperar mudanças no portfólio com o passar do tempo, mediante as condições do mercado".

Nousi explica que a tokenização do fundo "garante ao investidor maior possibilidade de liquidez na plataforma, automatização de recebimento de lucros e dividendos e democratiza o acesso a oportunidades que antes eram reservadas apenas para investidores profissionais". Ao mesmo tempo, há uma redução de risco na operação.

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Novidades em fundo

Com a promessa de combinar "regulamentação e tecnologia, sem abrir mão da segurança do mercado", a tokenização permite remover intermediários tradicionais e aumentar a "lucratividade e eficiência de capital". "Parte da eficiência operacional resulta do uso do blockchain, contratos inteligentes e inteligência artificial, o que reduz para horas o tempo de processos que anteriormente levavam dias para serem estruturados", diz.

Richard Warrior, CEO da Genezys, explica que a gestão ativa do fundo é importante para "navegar a volatilidade do mercado de criptoativos". Além disso, ele opera dentro de um ambiente regulado pela CVM, já que a Genezys possui licença de operação.

Outra novidade em torno do fundo é que não será exclusivo para os chamados "investidores qualificados", aqueles que possuem R$ 1 milhão em investimentos declarados, sendo aberto para qualquer classe de investidor. Além disso, a tokenização permitirá a criação de um mercado secundário, em que os investidores poderão comprar e vender cotas diretamente.

Nousi pontua que "atualmente, a grande maioria dos fundos de gestão ativa no Brasil são limitados a somente investidores qualificados. No Fundo 3.0 não há essa restrição. Os fundos tradicionais também não possuem liquidez no secundário".

"Assim, a única maneira para o investidor resgatar seu investimento é diretamente com a gestora e passiva de janelas longas. Nesse formato do Fundo 3.0, o investidor terá acesso a um mercado para negociar suas cotas diretamente com outros investidores de maneira imediata, o que trará mais liquidez", afirma.

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