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Com previsão de lançamento até o início de 2025, o Drex - a versão digital do real - promete gerar uma série de mudanças na economia brasileira, passando pelo mercado financeiro, de trabalho e em negócios. E cada um desses aspectos em torno do mais novo projeto do Banco Central foi tema do evento "Especial: Real Digital".

Realizado pela EXAME, o evento ocorreu entre os dias 6 e 11 de novembro contou com 11 painéis exclusivos, além de conteúdos explicativos sobre o Drex e entrevistas com representantes dos participantes da fase de testes do piloto da moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês). Entre os destaques, está uma entrevista exclusiva com Fabio Araujo, coordenador do projeto no BC.

E, para quem perdeu alguma parte do especial, a EXAME reuniu alguns destaques desses cinco dias. Confira!

Carreira e empreendedorismo no Drex

O painel Emprego e carreira no Drex: como sair na frente, contou com a participação de Carolina Sansão, diretora de Inovação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), e Fabrício Tota, diretor de Novos Negócios do Mercado Bitcoin. Nele, os especialistas falaram sobre as mudanças e novas exigências no mercado de trabalho que o Drex poderá gerar.

Tota destacou que "tecnologias cripto e blockchain demandam uma mão de obra que a gente realmente precisa formar, não é uma coisa que tem pronto. Acho que globalmente existe essa essa demanda, isso vem crescendo muito e aqui no Brasil não é diferente".

Outra tema abordado no evento foi as oportunidades de criação de novos negócios que o Drex deverá criar. O painel Empreendedorismo: oportunidades e novos modelos de negócio no Drex contou com a participação Marcos Barros, do Grupo GCB, André Carneiro, da BBChain, e Rogério Melfi, da TecBan.

Regulação e meios de pagamentos

O "Especial: Real Digital" contou ainda com a participação de representantes do Banco Central e da CVM. No painel Regulamentação e Drex: como minimizar riscos sem frear a inovação?, João André Pereira, chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, e Bruno Gomes, superintendente de Securitização da CVM, explicaram quais mudanças regulatórias o projeto poderá exigir.

Pereira afirmou que "acho que a gente tem que olhar dois aspectos, primeiro o legal para a gente conseguir montar essa plataforma... no final é uma plataforma mas ali transita o real na forma digital, então a gente tem que olhar o arcabouço legal para que isso possa ser feito e depois o arcabouço regulatório. O arcabouço legal a gente olhou muito. Acho que as discussões foram intensas no Banco Central".

Carlos Eduardo Brandt, responsável pela gestão e operação do Pix no Banco Central, participou do painel Ecossistema de inovação: como Pix, Open Finance e Drex se conectam junto com Guto Antunes, head de digital assets do Itaú. Juntos, os especialistas explicaram a agenda de inovação financeira do Banco Central e os efeitos dela na economia.

Os meios de pagamento também foram tema do painel Pix, Drex, Cripto e o futuro dos meios de pagamento: é o fim do dinheiro de papel? que contou com Cristiane Taneze, diretora executiva de inovação na Visa, Leonardo Linares, vice-presidente de produtos e soluções na Mastercard, e Ticiana Amorim, CEO da Aarin Tech Fin.

Drex, tokenização e cripto

Um tema que tem andado de mãos dadas com o Drex é a chamada tokenização, um processo que envolve a transferência de ativos do mundo real para redes blockchain. E a relação entre os dois temas foi abordada no painel Tokenização e novos veículos de investimento: o Drex no mercado de capitais, com José Alexandre Freitas, CEO da Oliveira Trust, e Nathaly Diniz, head de Tokens e Regulação da Foxbit.

Freitas vê a tokenização como "uma terceira via desse processo de securitização pro mercado". Ele avalia que essa prática vai "permitir que diversas outras empresas acessem o mercado com tickets menores e com taxas de capitação bem mais baratas, o que vai permitir um universo de investidores muito maior".

Outro tema intimamente ligado ao Drex é o mundo das criptomoedas. No painel O impacto do real digital e outras CBDCs no mercado de criptoativos, André Portilho, head de Digital Assets do BTG Pactual e Juliana Felippe, da Paxos, explicaram como o Drex e os criptoativos deverão ser complementares, e não excludentes.

Já no painel Stablecoins, real digital e a nova era da economia tokenizada, Jeremy Allaire, CEO da Circle, emissora da segunda maior stablecoin do mundo em valor de mercado, a USDC, conversou com Portilho sobre a dinâmica envolvendo as stablecoins e as CBDCs, e como os dois tipos de ativos deverão se relacionar no futuro.

Segurança e transparência

Neste ano, o Banco Central ressaltou que os aspectos de segurança e transparência se tornaram uma prioridade no desenvolvimento do Drex. Por isso, os temas também fizeram parte do "Especial: Real Digital". O painel Transparência e privacidade no ambiente do Real Digital contou com a presença de Marcelo Queiroz, head of market strategy da Clearsale, e de Jeff Prestes, consultor com foco na área de segurança em blockchain.

"O desafio maior está aí. O Drex é diferente do Pix, não é para operação do dia a dia, para a pessoa física operando diariamente, é para operar através de uma instituição financeira, ela que vai operar o Drex", explicou Prestes.

Já o painel Segurança e experiência do usuário na era da economia digital abordou os desafios de segurança no ambiente digital, contando com a participação de Frederico Tostes, country manager da Fortinet Brasil, e Iuri Santos, gerente da Kingston.

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